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Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
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​Portugal e a UE

16 mar, 2018 • Opinião de Francisco Sarsfield Cabral


Um governo socialista apoiado por partidos de extrema-esquerda manteve-se firmemente europeísta.

Nesta semana, o Presidente da República de Portugal visitou a Grécia. E elogiou os progressos desse país no caminho para a saída do processo de ajustamento financeiro. Também o presidente do Eurogrupo, o ministro português das Finanças, se mostrou encorajado pela evolução na Grécia.

Longe vai o tempo em que a preocupação das autoridades portuguesas era distanciarem-se da Grécia. Agora, Portugal manifesta solidariedade e apoio aos gregos nos seus esforços para regressarem à normalidade. Também é certo que os governantes gregos tiveram de meter na gaveta as suas fanasias iniciais.

Entretanto, o primeiro-ministro António Costa discursou no Parlamento Europeu. Sem trazer novidades, foi um discurso europeísta e reformista (quanto à UE e à zona euro), ou seja, o contrário da vaga populista que atinge a Europa comunitária.

Quando A. Costa, que perdeu as últimas eleições legislativas, resolveu apesar disso formar governo, negociou apoios parlamentares com dois partidos de extrema-esquerda, PCP e BE, que não gostam da integração europeia (o BE com algumas “nuances”). Por isso não era, então, de prever aquilo que depois aconteceu: como primeiro-ministro, A. Costa não recuou um milímetro no seu firme europeísmo.

O primeiro-ministro português repetiu em Estrasburgo a ideia de que o seu governo tinha posto fim à austeridade, quando apenas a aliviou, como já começara a fazer o anterior governo, e sobretudo a alterou. Vejam-se as carências de verbas nos serviços públicos.

Mas a aposta europeia de A. Costa credibilizou o país nos mercados. Os juros da dívida pública portuguesa encontram-se a níveis historicamente baixos. Com um governo apoiado por marxistas? É algo raro e notável.

Comentários
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  • Gustavo Isidoro
    17 mar, 2018 Lisboa 14:50
    Todos os leitores das opiniões aqui publicadas pela Renascença sabem como Francisco Sarsfield Cabral não é popular. Como também sabem da sua mediocridade literária e falta de talento para a investigação. É lamentável, como o próprio Francisco Sarsfield Cabral tenha de vir aqui, com o nome falso de «João M Maia Alves» dizer bem se si próprio. É uma táctica de desespero usada pelo próprio (mau) economista.
  • João M Maia Alves
    16 mar, 2018 21:04
    Aprecio os artigos de Francisco S. Cabral. Quem não concorda com o que ele escreveu devia rebater com factos o que ele disse. Gostava de ler o que tinham a dizer.
  • Gustavo Isidoro
    16 mar, 2018 Lisboa 19:35
    Subscrevo o comentário escrito pelo Jorge. É uma vergonha, a Renascença continuar a dar espaço de opinião a pessoas moralmente corruptas, como o caso de F. S. Cabral.
  • Jorge
    16 mar, 2018 Seixal 17:46
    Esta criatura se continuar a escrever artigos de opinião com esta "imparcialidade" ainda vai a tempo de destronar o novo líder parlamentar do PSD. É de salientar a "isenção e o rigor politico" da rádio renascença, quando, ainda continua a dar voz, a quem se movimentou com grande à-vontade pelos corredores da ditadura do estado novo.
  • Rodrigo Fonseca
    16 mar, 2018 Lisboa 14:26
    Não percebo a razão pela qual a Renascença ainda mantém Francisco Sarsfield Cabral como seu escritor de opiniões políticas. Esta que acabou de escrever bem podia ter sido mais um panfleto expresso pelo PSD ou CDS-PP. A maior parte das razões aqui evocadas são próprias de alguém que não está dentro da realidade. É caso para perguntar se a Renascença continuará a apostar em Francisco Sarsfield Cabral, como seu colaborador? O mesmo é como apostar num desastre.