Os militares da GNR que ficaram feridos no incêndio de Mourão continuam a apresentar quadros clínicos considerados graves.

Os três militares estão internados nos Hospitais de S. José, em Lisboa, S. João, no Porto, e nos Hospitais da Universidade de Coimbra, todos com queimaduras graves.

O caso mais complexo parece ser o do militar de 39 anos que está em Coimbra, que apresenta queimaduras em 60% do corpo e tem prognóstico reservado.

Este caso levou o ministro da Administração Interna a ordenar a abertura de um inquérito na IGAI.

Eduardo Cabrita quer saber em que circunstancias os homens do GIPS da GNR foram apanhados pelo fogo.

Face às consequências do acidente, a Associação dos Profissionais da Guarda, lembrou que o trabalho na GNR – tal como acontece na PSP – continua sem ser reconhecido como profissão de risco.

O presidente da maior associação da GNR lamenta que o poder político continue sem dar esse passo.

César Nogueira exige o reconhecimento do risco associado à atividade policial mas, neste caso em concreto, exige também celeridade no processo interno. Pede ao Comando Geral que conclua rapidamente que se tratou de um acidente de trabalho para que os militares não sejam ainda mais penalizados.