Crianças a pedir atenção aos pais que preferem navegar nas redes sociais em vez de brincar com os filhos. A imagem é crua, mas, infelizmente, real. Convém refletir sobre o assunto a propósito do Dia da Crainça.

Segundo vários estudos, os pais dedicam 15 a 20 minutos de atenção exclusiva aos filhos. E as crianças até aos 10 anos brincam menos tempo do que deviam.

Vivemos um tempo em que os filhos disputam a atenção dos pais com os smartphones e os tablets.

31. É o artigo da convenção dos direitos da criança que consagra o direito dos pequenos a brincar.

O problema é que o mundo dos crescidos tem outras prioridades. Os pais têm pouco tempo e as crianças passam cada vez menos tempo nas ruas, ao contrário do que acontecia há 20 anos.

Andava-se de bicicleta (sem capacete nem joelheiras), jogava-se à bola na rua até à hora de jantar e não havia telemóvel para avisar os pais que se ia chegar atrasado a casa. Havia outra liberdade que hoje os mais novos não têm.

Segundo um artigo no jornal “Público”, a Escola Superior de Educação de Coimbra realizou um estudo que demonstra que a maioria das crianças portuguesas até aos 10 anos brincam só duas a três horas por dia. Mas nem tudo é mau: os pais fazem o seu mea culpa e reconhecem que esse tempo é insuficiente.

Em quatro crianças que participaram nesta investigação, três têm uma maior quantidade de brinquedos não eletrónicos em comparação com os brinquedos eletrónicos. Podia ser um sinal de esperança, não fosse o facto de 65% já brincarem nos telemóveis e nos tablets dos pais.

Só que os petizes também gostam de brincar ao ar livre, também gostam de fazer jogos.

É mais saudável. Para eles e para os pais.