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Belém. Jardim Botânico Tropical reabre com espaços renovados

Belém. Jardim Botânico Tropical reabre com espaços renovados

23 jan, 2020 - 08:30 • Lusa

Foi criado em 25 de janeiro de 1906 por decreto régio e tem cerca de cinco hectares. Aqui podem ser observadas espécies de todo o mundo.

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Um ano depois de ter encerrado, o Jardim Botânico Tropical, em Belém, Lisboa, abre portas este sábado com espaços renovados, desde caminhos, condutas de água e de rega. A intervenção que custou mais de 1,5 milhões de euros.

Reabre com entrada gratuita e uma festa que inclui música, dança, visitas guiadas e comida. O programa de celebrações que inclui ainda visitas guiadas com especialistas.

O Jardim Botânico Tropical, criado em 25 de janeiro de 1906 por decreto régio, então com a denominação de Jardim Colonial, tem cerca de cinco hectares e fechou portas em janeiro do ano passado para a primeira de quatro fases de reabilitação.

O vice-reitor da Universidade de Lisboa, José Pinto Paixão, explicou que estas foram as primeiras grandes obras de reabilitação desde a década de 1940.

As seguintes fases estão programadas para os próximos anos - algumas deverão começar em breve, mas já não vão obrigar ao encerramento do Jardim. “Foi uma intervenção bastante profunda. Foi reabilitada toda a estrutura de redes, que não existia para além de uma rede de água para rega um tanto arcaica, os esgotos, que eram poucos, e telecomunicações. Tudo isso foi feito”, disse.

José Pinto Paixão contou que um dos locais sujeitos a uma grande intervenção foi o lago, que tem um século de existência e nunca tinha sido reabilitado. Foi completamento limpo e impermeabilizado, mas ainda há muito a fazer.

O Jardim Botânico Tropical, que desde 2015 integra a Universidade de Lisboa, vai ainda ter obras nos próximos anos ao nível dos edifícios.

Também Luís Paulo Faria Ribeiro, arquiteto paisagista responsável pela intervenção, sublinhou à Lusa a importância da intervenção. “É importante começar por dizer que o Jardim Botânico Tropical é único no contexto dos jardins de Lisboa e até do país pela quantidade de informação e pela evolução histórica que tem. Os jardins têm de ser vistos sempre como entidades vivas e dinâmicas, que estão sempre a transformar-se - reagem à pressão do público e da utilização”, contou.

O arquiteto paisagista contou à Lusa que a intervenção foi uma descoberta constante pelas camadas de história. O jardim tem origem nas quintas Belenenses, com ligação às cortes portuguesas, e mais tarde, com a República, passa a Jardim Tropical.

Também o botânico César Garcia, um dos responsáveis pela gestão dos jardins da Universidade de Lisboa, destacou que os visitantes vão encontrar a partir de sábado um jardim requalificado com espécies botânicas “muito interessantes e pouco comuns em jardins portugueses, como as fruteiras”.

“Quem esteve em Angola ou no Brasil vai gostar de vir aqui. Temos no jardim cerca de 700 espécies, algumas de interesse ornamental, mas muitas com interesse agrícola. A mais-valia deste jardim é historicamente ter sido um local onde se faziam testes de fruteiras para ir para África”, contou.

No jardim podem ser observadas espécies de todo o mundo, desde o pinheiro de S. Tomé ao teixo da serra da Estrela e ao dragoeiro de Cabo Verde.

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