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Francisco Sarsfield Cabral

Ensino profissional

24 ago, 2012 • Francisco Sarsfield Cabral

A meta pode ser utópica, mas a intenção é boa.
As confederações patronais estão descontentes com o possível desvio de fundos comunitários da formação profissional nas empresas para o ensino profissional.

Ambas as coisas são necessárias, é evidente. E também se sabe que a utilização de dinheiros do Fundo Social Europeu para formação nas empresas nem sempre foi aplicado para os fins que lhe eram atribuídos.

Mas, para além das polémicas, há um ponto positivo na maior importância que o ministro da Educação quer dar ao ensino profissional. Será provavelmente utópica, pelo menos para este ano, a meta de Nuno Crato de ter metade dos alunos do ensino obrigatório no ensino profissional. Mesmo com os incentivos previstos.

Mas a intenção é boa: basta pensar como é difícil entre nós encontrar um canalizador, um electricista, um informático, etc., numa altura em que o desemprego nunca esteve tão alto – aí incluindo muitos licenciados.

No fundo, trata-se de reparar o enorme erro que foi, após o 25 de Abril, ter-se acabado com o ensino profissional por motivos ideológicos, erro depois disso apenas parcialmente corrigido.