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Ribeiro Cristóvão

Taça, Copa, Cup

11 Jan, 2012

Os calendários de diversos países europeus reservam para esta altura do ano jornadas das respectivas Taças, nalguns casos em fases já bastante adiantadas e, por isso, verdadeiramente emocionantes, embora mais nuns casos do que noutros.

Trata-se de competições em que raramente não surgem surpresas a proporcionar feitos notáveis a equipas de menor capacidade competitiva, as quais têm nestes momentos oportunidade para se mostrar e tentar inverter a normal escala de valores.

Porque é assim, em Portugal, por exemplo, apenas sobrevive um dos três grandes.

E veremos logo à noite se o Sporting é mesmo capaz de começar a tirar bilhete para o posterior espectáculo do Jamor, frente a uma equipa que tomou o avião no Funchal sem a simples pretensão de apenas vir fazer um passeio ao Continente.

Não se apresenta fácil a missão leonina.

Vinda de uma jornada comprometedora do campeonato, em que poderá ter sepultado todas as pretensões de se arrimar aos da frente para com eles debater a questão do título, a equipa comandada por Domingos terá de apostar mais na paciência do que na sofreguidão para conseguir chegar a um dos poucos objectivos que lhe restam nesta temporada.

Em posição mais saudável está a Académica que, em Coimbra, pode começar a construir o sonho de chegar de novo à final, tantos anos passados sobre a sua derradeira presença.

O adversário, respeitável é certo, mas uns furos muito abaixo na escala de valores, joga também contra esse factor sorte de não realizar o primeiro jogo entre os seus apaniguados.

Na Espanha, o Real Madrid cumpriu o seu dever ao afastar o Málaga da Copa do Rey, também ajudado por um golo incrível, daqueles com que por vezes os guarda-redes resolvem presentear os adversários.

Resta-lhe esperar agora pelo Barcelona, para com os catalães disputar as mais emocionantes meias-finais dos últimos tempos.

E na Inglaterra, o Manchester de Ferguson atirou borda fora o seu vizinho City, vingando assim a humilhação recente da Primeira Liga.

A selecção dos melhores está fazer-se, embora haja muitos bons a ficar pelo caminho.

É Taça, ou melhor, são as taças.