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Ribeiro Cristóvão

Condenar a violência

13 dez, 2011 • Ribeiro Cristóvão

Em alguns países europeus a violência tem vindo a diminuir de intensidade, graças à acção dos governos que têm promovido a aplicação de penas exemplares, com especial efeito dissuasor sobre os delinquentes que passaram a embarcar com menor frequência em tais aventuras.

Ao longo dos tempos e um pouco por todo o mundo a violência tem-se instalado em muitos recintos desportivos. Não se trata de espaços exclusivos onde esse fenómeno se repete com inusitada frequência, mas é neles que se reflectem com maior intensidade os holofotes da crítica sempre que a opinião pública é confrontada com incidentes em estádios de futebol.

Em alguns países europeus, como é o caso muito especial da Inglaterra, a violência tem vindo a diminuir de intensidade, graças à acção dos governos que têm promovido a aplicação de penas exemplares, com especial efeito dissuasor sobre os delinquentes que passaram a embarcar com menor frequência em tais aventuras.

Hoje em dia já pouco se fala de "hooligans", esses marginais que exportaram de território britânico práticas que toda a Europa adoptou, nalguns casos até com grande amplitude. Face a tão grandes, graves e sucessivos desmandos, os governos de sua majestade sentiram necessidade de adoptar medidas punitivas exemplares, que acabaram por eliminar em grande parte os focos desestabilizadores até então existentes.

E hoje é possível, como se constata todos os dias através de imagens televisivas, assistir a um desafio de futebol nos estádios ingleses sem grandes preocupações acerca da segurança. Por cá vamos tendo, a espaços, sobretudo em estádios de futebol, momentos lamentáveis nem sempre convenientemente reprimidos pelas autoridades.

Daí que, para evitar males maiores, parece recomendável a adopção de critérios punitivos mais rigorosos que sirvam de exemplo para os prevaricadores. Por exemplo: acabam de vir a público notícias sobre a condenação de adeptos que protagonizaram comportamentos à margem das leis num recente clássico de futebol. Para além do cumprimento de uma pena que respeita a trabalho comunitário, exige-se aos visados que durante um ano não frequentem estádios em território nacional.

A pergunta que fica é tão simples como esta: como e quem é que vai encarregar-se de vigiar a aplicação de tais penas?