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Terça à Noite

Governo tem que esclarecer o que pensa sobre "esterilização forçada"

29 jan, 2013 • Raquel Abecasis

Associação de Famílias Numerosas defende que o Estado pouparia dinheiro se apoiasse as mães que optam por ficar mais tempo em casa com os filhos e ainda obteria resultados na diminuição da taxa de desemprego.
Governo tem que esclarecer o que pensa sobre "esterilização forçada"
Governo tem que esclarecer o que pensa sobre "esterilização forçada"
O presidente da Associação de Famílias Numerosas diz estar a aguardar um esclarecimento do governo sobre “se há ou não uma politica de esterilização forçada de mulheres em determinadas situações”. Para além do caso da mulher de Sintra a quem foram retiradas 7 crianças, Fernando Castro diz ter conhecimento de casos de mulheres que abortam “porque lhes é colocada a opção: ou tu abortas, ou a tua criança quando nascer é colocada para adopção”.

O presidente da Associação de Famílias Numerosas aguarda um esclarecimento do Governo sobre "se há ou não uma política de esterilização forçada de mulheres em determinadas situações".

Em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença, Fernando Castro revela que, além do caso da mulher de Sintra a quem foram retiradas sete filhos, tem conhecimento de casos de mulheres que abortam "porque lhes é colocada a opção: ou tu abortas, ou a tua criança quando nascer é colocada para adopção".

Fernando Castro lamenta que em Portugal exista cada vez mais um "clima" anti-família e acusa o recente relatório do FMI de ter subjacente a ideia de que as mulheres, depois de serem mães, devem regressar o mais rápido possível ao mercado de trabalho, ao contrário do que se faz em países mais desenvolvidos como a Alemanha.

O presidente da Associação de Famílias Numerosas diz mesmo que, bem feitas as contas, o Estado pouparia dinheiro se apoiasse as mães que optam por ficar mais tempo em casa com os filhos, e ainda obteria resultados na diminuição da taxa de desemprego.

“Num país que tem um milhão de desempregados, este é um desafio que faço aos ‘meninos do Excel’, façam as contas e vejam quanto é que estão gastar em subsídio de desemprego. Parte desse bolo que estão a gastar com em subsídio de desemprego atribuam a famílias de maneira a um deles poder-se subempregar. Nessa altura está a libertar postos de trabalho e sai bem na fotografia porque pode dizer que reduziu o desemprego”, propõe Fernando Castro.