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Ministério Público investiga insolvência da Moviflor

12 nov, 2014 • Filomena Barros

Cerca de mil trabalhadores ainda não receberam as compensações devidas, mas existem também alguns movimentos suspeitos da principal accionista da firma.
O Ministério Público está a investigar o processo de insolvência da Moviflor, a empresa de móveis que fechou todas as lojas a 1 de Outubro. A queixa foi entregue pelo Sindicato do Comércio e Serviços de Portugal, que procura salvaguardar o que é devido aos cerca de mil trabalhadores.

Os funcionários ainda não receberam os salários em atraso, nem o dinheiro do Plano Especial de Revitalização, aprovado há quase um ano.

Célia Lopes, do Sindicato do Comércio e Serviços, conta à Renascença que muitos dos trabalhadores “estão em casa com os contratos suspensos” e outros aguardam por informações. “Ainda não receberam nada, têm muitos salários em atraso, há trabalhadores que – tudo somado – têm nove meses de salários em atraso”, contabiliza.

O sindicato entregou uma queixa na Procuradoria-geral da República antes do Verão, que, entretanto, motivou o processo de investigação em curso pelo Ministério Público. A queixa avançou antes do encerramento de todas as lojas Moviflor, que aconteceu a 1 de Outubro.

Célia Lopes lembra que já havia indícios do fecho da empresa, como a alteração da denominação social da Moviflor para alvará, mas também alguns movimentos da principal accionista da firma.

“Como a abertura recente de uma empresa para venda de mobiliário exactamente nos mesmo moldes da Moviflor, cujo único accionista é o marido da principal accionista da Moviflor. E a morada dessa mesma empresa é a da habitação da principal accionista da Moviflor, sendo que a primeira loja aberta é nas instalações da Movilfor na Bobadela”, diz a sindicalista, receando que o processo possa não estar a salvaguardar os interesses de credores e dos cerca de mil trabalhadores.

Ainda não há declaração de insolvência pelo tribunal, mas foi entretanto nomeado um administrador judicial provisório para acompanhar o caso. O telefone da sede da empresa, em Lisboa, já não está atribuído.