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Fotógrafo Sebastião Salgado conta história pessoal em livro

14 jul, 2014

Em "Da minha Terra à Terra", Salgado recorda os momentos mais fortes das reportagens que tem feito pelo mundo.

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado conta pela primeira vez a sua história pessoal no livro "Da Minha Terra à Terra", que chega às lojas portuguesas a 28 de Julho, pela editora Individual. 
 
As imagens captadas por Sebastião Salgado a preto e branco sobre pessoas e natureza, abordando tanto os flagelos da Humanidade como os lugares intocados pelo Homem, têm corrido mundo em livros e exposições. 
 
Nesta nova obra, o fotógrafo de 70 anos conta a sua história pessoal, sobretudo os momentos mais fortes em que realizou centenas de experiências em reportagens pelo mundo. 
 
"Da Minha Terra à Terra" foi escrito em conjunto com a jornalista francesa Isabelle Franq, que tem colaborado com várias publicações, nomeadamente “Le Nouvel Observateur”, “Le Monde des Livres” e, actualmente, com o semanário “La Vie”. 
 
Nascido a 8 de Fevereiro de 1944, em Aimorés, Minas Gerais, Sebastião Salgado é formado em Economia e começou a sua carreira de fotógrafo em Paris, em 1973.  
 
O fotógrafo brasileiro foi alvo de uma grande exposição em Portugal, em 1993, na inauguração do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, onde mostrou cerca de 250 imagens. 
 
Depois dos livros "Trabalho" e "Êxodos", lançou no ano passado uma das suas obras mais importantes, intitulada "Génesis", um projecto que realiza uma jornada fotográfica pelos lugares intocados do planeta, onde o homem convive em harmonia com a natureza. 
 
No novo livro, tal como em "Génesis", Salgado faz um alerta para o risco que a Humanidade corre em perder lugares ainda intocados devido à poluição mundial e às alterações climáticas. 
 
Em "Da Minha Terra à Terra" são reveladas as raízes políticas, éticas e existenciais de Sebastião Salgado.  
 
"Fiz algumas reportagens fotográficas na minha vida que mostram a nossa época e as transformações no mundo. (...) Dizem frequentemente que os fotógrafos são caçadores de imagens. É verdade, somos caçadores que passam muito tempo à espera que a caça saia da toca. (...) É preciso, portanto, ter o prazer da paciência", diz Salgado no livro. 
 
Membro das agências de fotografia Sygma, Gamma e, posteriormente, a Magnum, Sebastião Salgado fundou a Amazonas Images, com a mulher, Lélia Wanick Salgado, em 1994, e juntos criaram o Instituto Terra para a reflorestação da Mata Atlântica brasileira.