Inaugurado o Museu Vivo do Franciscanismo nos Açores

14 fev, 2013 • Ângela Roque

Existem igrejas e conventos franciscanos em praticamente todas as ilhas dos Açores, sublinha o presidente da Câmara da Ribeira Grande.  
Inaugurado o Museu Vivo do Franciscanismo nos Açores
É inaugurado hoje em São Miguel, nos Açores, o “Museu Vivo do Franciscanismo”.
Sedeado na antiga Igreja dos Frades, na Ribeira Grande, pretende ser um centro interpretativo e de estudo da presença e acção dos franciscanos no arquipélago.

Nos Açores há igrejas e conventos franciscanos em quase todas as ilhas. Este Museu quer mostrar como essa presença foi importante para o desenvolvimento do arquipélago: "Temos conventos e igrejas franciscanas em quase todas as ilhas, excepto na ilha do Corvo. E tivemos a ideia de projectar e dar a conhecer a importância que a Ordem Franciscana teve aqui na região, sobretudo até ao seculo XIX, altura em que muitos conventos foram desmembrados pelo regime liberal”, explica o presidente da Câmara da Ribeira Grande, Ricardo Silva, que sonhou criar este Museu.

A sede do museu será na antiga Igreja dos Frades, que foi toda recuperada: "recuperámos quase toda a igreja no interior. Seis retábulos, entre os quais a capela-mor e a capela de Cristo da Ordem Terceira. Conseguimos recuperar pinturas, talha, o pavimento também foi alterado. Foi um trabalho que a autarquia teve e que envolveu para cima de 400 mil euros".

Da Igreja, encerrada ao culto há 29 anos, voltará a sair, no Domingo, a procissão dos Terceiros: "É uma procissão que tem 10 a 12 andores, e que movimenta cerca de 20 imagens. Portanto, é uma procissão bonita, praticamente única nos Açores, e penso até que no contexto do país só temos uma similar em Ovar. O Museu terá ao longo da semana a possibilidade dos crentes e devotos visitarem a imagem do Cristo dos Terceiros, que é uma imagem muito acarinhada aqui na Ribeira Grande, lindissima, e que é, do ponto de vista da idade, mais velha que o próprio Santo Cristo dos Milagres. Esta igreja abriu em 1654, portanto a imagem tem para cima de 350 anos".

O projecto da câmara da Ribeira Grande teve o apoio da Santa Casa e da diocese de Angra, e ajuda financeira do FEDER.