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Freguesias em vias de extinção fazem protesto nacional

26 out, 2012 • Andrea Cruz e Liliana Carona

Reorganização administrativa envolta em clima de contestação. Renascença foi ouvir a opinião dos autarcas.

A Plataforma Nacional Contra a Extinção de Freguesias convocou manifestações em várias cidades, para este sábado, contra o que diz ser a destruição do poder local. A Renascença foi saber o que pensam os autarcas.

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho vai fazer chegar ao Governo a sua oposição total à reorganização administrativa em curso, apesar de dois dos dez concelhos do distrito terem apresentado propostas de fusão ou agregação de freguesias.

Rui Solheiro, líder da CIM Alto Minho, diz que Ponte de Lima e Valença só o fizeram com a condição de a medida ser aplicada em todo o país. No entanto, diz que todos os municípios são unanimes na contestação ao modelo escolhido para a reorganização do território.

“O objectivo não pode ser apenas de reduzir, mas seja racionalizar sem por em causa os serviços de proximidade às populações”, defende Rui Solheiro.

Descendo no mapa nacional, as criticas continuam. No distrito da Guarda, há quem não nem querem ouvir falar do assunto, como é o caso dos presidentes das juntas de freguesia de Seia e São Romão

Já em Viseu, a Renascença encontrou quem já esteja conformado com a reorganização administrativa.  Santa Maria, Coração de Jesus e São José, três freguesias que se vão fundir. Diamantino Santos, presidente da freguesia de Coração de Jesus quer tirar o máximo partido desta reorganização, nomeadamente ao nível dos financiamentos.