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Passos Coelho tem a "ambição" de ser reeleito

14 ago, 2012 • Ricardo Vieira

Depois de ter dito recentemente "que se lixem as eleições", chefe de Governo aponta a novo mandato e deixa críticas à oposição. "Há ainda quem pense que o regabofe pode voltar. Enganam-se", disse na festa de rentrée do PSD, em Quarteira.

Numa fase em que o Governo tem sido alvo de contestação, com episódios de apupos a ministros e ao próprio primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho diz que espera renovar o mandato nas próximas eleições legislativas.

"O programa que defendemos é de quatro anos, que temos a ambição de poder vir a renovar", declarou Passos Coelho, esta terça-feira, na festa de rentrée do PSD, em Quarteira. Em Julho, Passos tinha dito "que se lixem as eleições".

O primeiro-ministro admitiu que houve algumas coisas que não correram como o Governo queria no último ano, nomeadamente no desemprego, que não esperava que fosse "tão elevado", mas fez um balanço positivo.

"No que é importante, não falhámos. Controlámos o défice. Era importante que não devêssemos mais ao exterior ao cabo de um ano e isso tem acontecido. O país vem conhecendo as contas, não estamos a aumentar a dívida com o exterior por estarmos a importar mais - pelo contrário, estamos a adaptarmo-nos àquilo que somos", sustentou. 

Passos Coelho reafirmou que Portugal "vai vencer a crise custe o que custar".

O "regresso" do "regabofe"
O primeiro-ministro e líder do PSD deixou também duras críticas à oposição. "Há ainda quem pense que o regabofe pode voltar e saciar as elites com dinheiro e o povo com promessas que depois sabem a fel na nossa boca. Enganam-se", começou por dizer.

"Muitos julgam que o futuro passa por aqui. São os mesmos que achavam que as eleições em França iam mudar tudo na Europa e que os outros países não iam precisar de fazer sacrifícios. Mas essas ilusões passam depressa", afirmou Pedro Passos Coelho. 

"Portugal não pode voltar a uma cultura da facilidade e do endividamento", salientou o chefe de Goveno durante o seu discurso.

Passos Coelho acredita ainda que "2013 será um ano de inversão na situação da actividade económica em Portugal".