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Já não há funcionários judiciais portugueses em Timor

06 nov, 2014

Segundo disse um dos magistrados à agência Lusa, nunca foram notificados da expulsão pelos Serviços de Migração timorenses.

Já não há funcionários judiciais portugueses em Timor

Os oito funcionários judiciais internacionais, sete portugueses e um cabo-verdiano, a quem o Governo de Timor-Leste ordenou, na segunda-feira, a expulsão já deixaram o país.

De acordo com um dos magistrados expulsos, citado pela agência Lusa, nunca foram notificados pelos Serviços de Migração timorenses.

O Governo de Timor ordenou a expulsão, no prazo de 48 horas, de oito funcionários judiciais internacionais, entre os quais sete portugueses - cinco juízes, um procurador e um oficial da PSP. O oitavo elemento é um procurador cabo-verdiano.

Esta decisão já levou a ministra da Justiça a declarar que “não estão criadas as condições adequadas para prosseguir a política de cooperação na área judiciária” entre Portugal e Timor-Leste.

Também o primeiro-ministro lamenta "profundamente" a acção do Governo de Timor-Leste, apesar das várias trocas de informação entre os dois países, antes da tomada de decisão.

"Somos muito amigos de Timor mas há limites que não podem ser ultrapassados", disse Passos Coelho.

O Governo de Timor-Leste vai enviar a Lisboa o ministro da Justiça “o mais rapidamente possível” para explicar às autoridades portuguesas o que esteve na origem da expulsão destes funcionários, confirmou à Renascença o ministro timorense dos Negócios Estrangeiros.