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Bento XVI marcou "história da Igreja" no combate à pedofilia

22 fev, 2013 • Ângela Roque

Monsenhor José Aparecido Gonçalves de Almeida não conhece “outra instituição que tenha afrontado com tanta transparência e que tenha dado normas tão claras e exigentes” como fez a Igreja em relação ao problema da pedofilia.

Não há na história da Igreja um Papa que tenha demitido 80 bispos com responsabilidades nos casos de pedofilia no seio do clero, afirma o sub-secretário do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos, em entrevista à Renascença.
 
O elogio de monsenhor José Aparecido Gonçalves de Almeida a Bento XVI foi feito esta quinta-feira, em Roma, à margem de um seminário organizado pela Universidade Pontifícia de Santa Cruz.

“O Papa tomou atitudes muito sérias, algumas duras, embora com a amabilidade pessoal dele. Poderia citar vários casos, mas é sintomática a atitude que ele tomou contra o problema da pedofilia no clero.”

Monsenhor José Aparecido Gonçalves de Almeida refere que Bento XVI iniciou uma “limpeza com dados concretos”. “Não creio que haja na história da Igreja um Papa que tenha demitido 80 bispos que foram negligentes no governo destes casos”, salienta.

O sub-secretário do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos também não conhece “outra instituição que tenha afrontado com tanta transparência e que tenha dado normas tão claras e exigentes” como fez a Igreja em relação ao problema da pedofilia.

“Não sei se houve algum governo que tomou medidas semelhantes para punir os funcionários que não dão exemplo de boa conduta”, sublinha monsenhor José Aparecido Gonçalves de Almeida.