|

Acção social vale salário mínimo em Boticas

19 fev, 2013 • Olímpia Mairos

Câmara encontrou uma forma de ajudar jovens desempregados à procura de trabalho. Programa dura de um a seis meses.  

A Câmara de Boticas vai apoiar os jovens desempregados ou à procura do primeiro emprego através de um programa de ocupação de tempos livres, que vai arrancar em Março.

Os jovens podem escolher as áreas em que querem trabalhar e vão ganhar o equivalente ao salário mínimo nacional.

O programa destina-se a candidatos entre os 18 e os 25 anos, desempregados ou à procura do primeiro emprego, que vão ter à disposição um programa remunerado de ocupação de tempos livres criado pelo município.

São várias as áreas à escolha dos jovens: “Vão ter a possibilidade de participar em actividades várias desde serviços municipais, de acção social, solidariedade social, apoios diversos de acordo com aquilo que gostam de fazer”.

Esta ocupação dos jovens será remunerada. Fernando Campos, presidente da Câmara de Boticas, acredita que não vão faltar interessados: “Pode durar entre um mês e seis meses, mediante o pagamento de uma prestação pecuniária que rondará o salário mínimo nacional, e com utilização nunca superior a seis horas, porque queremos dar um sinal claro que isto não é um emprego que se criou, é uma ocupação temporária.”

“Em princípio será por uma vez, mas se houver possibilidade e se não houver uma procura significativa, poderemos permitir que tenham uma segunda ocupação. É importante, porque temos um conjunto de desempregados, não só sem formação, mas também muitos licenciados que estão à procura de ocupação”, explica o presidente da Câmara.

O processo de criação deste programa de tempos livres para jovens está na sua fase final, prevendo-se que em Março o primeiro grupo já possa estar no terreno.