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Cristas diz que ajuda só com seguro. Autarca de Sabrosa “nem quer acreditar"

27 jul, 2012

“Corrijo [a senhora ministra], porque a maioria dos pequenos e médios agricultores não tem condição financeira para aderir ao seguro e são esses que têm a sua subsistência em causa”, diz José Marques.
O presidente da Câmara de Sabrosa não quer acreditar no que ouviu a ministra da Agricultura dizer na última noite, em declarações à TVI. Assunção Cristas foi clara ao afirmar que os agricultores afectados pela tempestade de granizo que não tiverem seguro, não vão receber ajuda.

“Há uma estimativa de 500 a 700 hectares com produção perdida este ano. Estamos a falar de uma região que tinha seguro de colheita colectivo e cerca de 50% dos agricultores estão abrangidos por esse seguro de colheira. Outros não estão, porque não quiseram aderir a ele. E este é um ponto para nós muito importante. Estamos a rever todo o mecanismo de seguros, mas a verdade é que depois não se pode beneficiar quem não fez o seguro”, afirmou Assunção Cristas.

Contactado pela Renascença, o autarca José Marques corrige e sublinha que quem não aderiu ao seguro foi porque não pôde.

“A senhora ministra diz que há agricultores que não quiseram aderir ao seguro de colheitas. Eu corrijo, porque não é não quererem aderir ao seguro de colheita, é que a maioria dos pequenos e médios agricultores não tem condição financeira para aderir ao seguro. Há, neste momento, que auxiliar os agricultores, que estão numa situação dramática e eu não quero acreditar que esses pequenos e médios agricultores não vão ser apoiados”, reagiu, perplexo.

A autarquia de Sabrosa já enviou ao Governo um pedido urgente de auxílio. O presidente da Câmara fala em centenas de pessoas que ficaram com a sua subsistência em risco.

“Os de maior dimensão têm seguros de colheita, mas há largas dezenas, centenas de pequenos e médios agricultores que não têm seguro de colheita e são estes que têm, de facto, a sua subsistência em causa, porque vivem exclusivamente da agricultura e da vinha”, explica.

“Vivem agora numa situação dramática, porque, por um lado têm de salvar a própria vinha e por outro têm de ter o rendimento mínimo necessário para que possam também sustentar a família”, adianta ainda José Marques.

Hoje, os deputados do PSD eleitos por Vila Real vão visitar as zonas afectadas e ainda reunir com a Direcção Regional de Agricultura do Norte.