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Saiba como pode aceder a casas mais baratas

Governo assegura que programa "Mercado Social de Arrendamento", que visa as famílias mais desfavorecidas, tem neste momento 915 casas a preços inferiores aos que são praticados no mercado.
26-06-2012 18:56

Mais de 900 casas estão disponíveis para alugar, a partir desta terça-feira, com uma renda 30% mais baixa do que o preço de mercado, segundo o Governo. A medida faz parte do programa "Mercado Social de Arrendamento". Até ao fim do ano, o número de habitações deve aumentar para as duas mil.

O secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, explica as regras. “O rendimento mensal do agregado familiar deve ser compatível com uma renda que signifique uma taxa de esforço mínima de 10% e máxima de 30% do rendimento mensal disponível do agregado familiar.” Para testar o seu caso, pode utilizar o simulador que se encontra AQUI.

Mas há mais regras. “A tipologia da habitação deve ser adequada à dimensão e à composição do agregado familiar e, em caso de existirem mais do que uma candidatura elegível a determinado imóvel, terão sempre prioridade os agregados familiares que sejam compostos ou tenham a seu cargo pessoas deficientes, idosos ou filhos dependentes. Os jovens serão um grupo etário especialmente visado por este programa”, prossegue o secretário do Estado.

Além disso, em condições de igualdade no acesso à habitação disponível, tem prioridade a família com menor capacidade económica.

Neste momento, estão disponíveis 915 fogos, distribuídos por 108 municípios. Destas habitações, 729 estão inseridas no fundo imobiliário de arrendamento urbano, 172 do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana e 14 do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social.

Os detalhes do programa foram apresentados esta terça-feira pelo secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, na cerimónia de assinatura do protocolo com as entidades bancárias aderentes - Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana.

A Renascença mostra-lhe quatro exemplos práticos do que pode acontecer

Tomemos o caso de um casal da zona do Porto, com dois filhos e uma idosa a cargo. Os Silva recebem mensalmente 1500 euros e pagam 150 de créditos ao consumo. Ficam com 1350, o que quer dizer que só podem gastar entre 135 e 405 euros na renda de casa. Na Invicta dificilmente encontram um imóvel mas se passarem o Douro, têm alguma escolha em Vila Nova de Gaia.

Mais a Norte, a família Gonçalves é constituída pelo pai, mãe e um filho adolescente. Recebem todos os meses 1600 euros e, ao contrário da maioria dos portugueses, não gostam de pagar nada a crédito. Procuram uma casa com dois quartos em Guimarães que para ser abrangida pelo programa do mercado social de arrendamento não pode ir além dos 480 euros. E podem encontrá-la, até por menos de 400 euros.

Luís e Maria são dois jovens que casaram há pouco tempo. Ele arranjou emprego em Santarém e ela trabalha a tempo parcial numa loja. Mensalmente têm 1300 euros, a que subtraem 120 euros do crédito dos electrodomésticos. Sobram menos de 1200 euros, o que só lhes permite pagar uma renda máxima de 350 euros. Dificilmente poderão ficar em Santarém mas podem arranjar casa, por exemplo, em Alpiarça ou Benavente.

Finalmente, a família Silveira. Pai e mãe trabalham em Lisboa, os 2 filhos mais velhos já estão na faculdade e o mais novo está a acabar o secundário. A necessidade de reduzir as despesas com transportes leva-os a procurar uma casa na capital. Mas apesar do 2900 euros disponíveis depois de pagaram os créditos de 600 euros não é fácil arranjar uma habitação no âmbito do programa e que caiba no intervalo de 290 a 870 euros que a renda tem que cumprir. Precisam de um T3. Em Lisboa só há uma e antiga, o mesmo acontece em Sintra. Oeiras é melhor esquecer e as alternativas passam por Alenquer a Norte e Almada ou Barreiro, atravessando o rio Tejo.

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Comentários (44)
  • » Sofia , Évora, 29-03-2013 8:49

    Concordo plenamente com a mensagem de "Descontente" Sou mãe solteira com 2 crianças a cargo, estou desempregada o nosso rendimento mensal é de 449€ desemprego abonos mensalidade paternal. Pago 150€ ao Banco, 200€ de renda por T1 de 27m2" , e não tenho direito a casa de Mercado Social de Arrendamento porque o rendimento não chega...fiz a simulação que dá "Valor de renda mensal admissível com o seu rendimento: entre 29,8 € e 89,40 €". Agora expliquem-me onde há casas habitaveis por este valor? Já no arrendamento social da Câmara dizem que não há casas e que tomara a muita gente ter uma casa por 200€. Isso de renda social é relativo a agregados com rendimentos superiores a 1000€... ou seja é só para quem é remediado...
  • » RICARDO COSTA, gaia, 17-10-2012 12:09

    tou desempregado nao tenho como arrendar casa
  • » pedro fonseca, amora seixal, 10-10-2012 15:24

    ola sou o pedro fonseca ,gostaria de saber alguem que quera vender casa ,mesmo precisando de muitas obras ate 18.000euros , visto que tenho dificuldades economicas ,nao tenho credito bancario .mas faço um papel no notario que comprometo pagar o valor 18.000euros todos meses durante 72meses sem faltar uma prestaçao , tenho mulher e dois filhos se tiver alguem que quera fazer esse contrto vender casa mesmo casas da camara .amora .arrentela .fogueteiro e outros ligue ou msg telf... 938755794 ou 924387833 obrigado ass... pedro fonseca email.. fonsecacarros@hotmail.com
  • » descontente, almeirim, 05-10-2012 21:30

    Isto das casas para os mais desfavorecidos,que tem baixos rendimentos é só treta da grande,porque á pessoas que não ganhão os rendimentos que eles pedem.Meu pai só tem a sua reforma de 374€,minha mae não tem reforma é domestica como eles á mais e não tem direito a ajuda.por isso digo outra vez granda treta.
  • » Neusa Andrade, sacavem, 20-08-2012 13:56

    meus senhores eu estou desempregada tenho um filho menor estudante sou mãe solteira e não tenho qualquer apoio, vivo com familiares em condições minimas. Necessito muito de um lugar para viver com o meu filho,agora imaginem o que ´é que eu faço, como vou conseguir pagar uma renda. Pracurei este site porque achei que realmente ajudavam familias carenciadas. ~
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  • » suzette, Toronto, 27-06-2012 15:41

    Acho bem que se faca alguma coisa, mas as rendas sao normais, nao sao mais baixas que o normal, se houver diferenca e pouca. E quando se fala de familias com dificuldades, essas normalmente nao tem os rendimentos que se citam no artigo acima. Esta um bocado fora da realidade. Estive ai de ferias a 2 meses atras e nao foi essa a realidade de que me apercebi. Enfim, acho que e mais para por no mercado de arrendamento casas que nao foram pagas.
  • » Isabel, Lisboa, 27-06-2012 7:38

    "Mercado Social de Arrendamento", se tirarmos o Social talvez até seja aceitável, mas os que mais necessitam continuam sem solução para os seus problemas. Algumas das medidas deste governo, na teoria até são boas, mas para ajudar quem menos precisa... Tomem vergonha na cara e trabalhem no sentido de arranjar soluções para os que realmente necessitam!
  • » Estes jericos que aqui comentam, Lisboa, 27-06-2012 7:26

    acham que devem ter casas de borla de Audi ou BMW à porta. não devem saber que um casa custa muito dinheiro. se acham uma renda de 400 euros muito dinheiro porque é que não vão morar para debaixo da ponte? uma família com 1600 euros se for organizada paga perfeitamente os 400 euros de renda, roupa e alimentação, agora se querem por meo's e carros de luxo à porta óbviamente que não chega, mas para isso não tem de baixar a renda. arranjem empregos melhores. e depois 400 euros até é bom comparando com muitas zonas onde nem se arranja nada por menos de 750 e ai sim, para uma família com 1600 de rendimento é incomportável. mas enfim, quem não pode pagar mil e tal euros na avenida de roma só tem ir à procura de casa num local que esteja mais de acordo com as suas possibilidades. o resto são lirismos de gente desgovernada.
  • » Só para BOYS, SUL, 27-06-2012 6:43

    Isto é como apagar um incêndio com gasolina
  • » Manuel Franco, Lisboa, 27-06-2012 6:08

    Nenhum dos nossos governantes tem noção das realidades do país. Tem uma ideia, dizem ao secretário de estado adjunto para escrever uma porcaria qualquer, que por sua vez diz a sua secretária para passar à bater ao computador umas coisas para apresentar serviço . E esta que ainda pertençe a clientela partidária faz estas "merdices" Resumindo nenhum deles passou no 12º ano a matemática .
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