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Há uma nova burla relacionada com o BPN

Caso envolve pagamento de cinco milhões de euros por artefactos falsos.
09-11-2011 17:17 por Celso Paiva Sol
Em mais uma investigação autónoma que resulta do inquérito global ao Banco Português de Negócios (BPN), a Polícia Judiciária identificou dois comerciantes de arte que venderam ao banco objectos supostamente de elevado valor histórico e arqueológico. Veio-se a provar serem simples antiguidades.

O banco de Oliveira e Costa pagou 5,2 milhões de euros por algumas dezenas de peças, anunciadas como sendo de vários períodos da antiguidade, sobretudo da Mesopotâmia e do Egipto.

O alegado acervo de artefactos foi sugerido ao banco por dois homens bem conhecidos no mercado de arte nacional e depois vendido, naquilo que a Judiciária considera ser um crime de burla qualificada.

Este caso, tal como vários outros que já foram ou ainda serão julgados, resulta da investigação global que foi feita ao BPN e foi autonomizado através da extracção de uma certidão do processo principal.

Os alegados burlões foram visitados na semana passada pelos inspectores da Judiciária, que ao todo realizaram oito buscas domiciliárias, tendo sido notificados para comparecerem no Tribunal Central de Instrução Criminal. Saíram em liberdade, apenas proibidos de saírem do país e de manterem contacto entre si.

Nas buscas, a Judiciária procedeu ao arresto de um imóvel e apreendeu dois automóveis e 15 armas de fogo que um dos arguidos tinha na sua posse, em situação irregular.
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Comentários (48)
  • » SA, USA, 10-11-2011 12:30

    Nao me queiram amandar poeira para os olhos, quem vai acreditar que um banco, ou qualquer outra identidade compra algo neste valor sem verificar, isto para mim cheira a vigarice organizada, pois nem os nomes dos vigaristas publicaram, tantos dos que venderam com os que compraram, alguem ja investigou as contas dos envolvidos, incluido dos familiares proximos no estrangeiro??????
  • » JC, Paris, 10-11-2011 11:21

    DOis conhecidos comerciantes de arte? Quais os nomes? Será que cometeram outras burlas no mercado de arte? No minimo a noticia deveria informar o publico para que as pessoas que lhes compraram outros objectos os possam mandar analisar. Fraca noticia...
  • » Manuel Santos, Chaves, 09-11-2011 22:55

    Eles falam falam mas eu não vejo prender ninguém. A fartazana em Cavo Verde Olá e nós os desgraçadinhos a pagar. Ainda devem aparecer mais. E depois o rapaz que comandava as vigarices não tem património. Ele deve até achar graça. Justiça cega..
  • » Manuel Santos, Chaves, 09-11-2011 22:50

    Alguem me sabe dizer porque foi que o meu comentario não fioi publicado??
  • » Natálio, Lisboa, 09-11-2011 22:36

    Não considero que se deva extinguir o BPN, antes defendo que o Banco já devia ter sido entregue à gestão do BIC. Entreguem o BANCO ao Eng.º Mira Amaral que com os trabalhadores óptimos que por lá há o recuperarão para bem de todos. Considero criminoso o atraso da justiça e o arrastar do processo por parte da administração central pois toda a incerteza recai sobre os trabalhadores e, dado o que têm passado desde o início de todo este processo, não creio que estejam psicológicamente muito bem. Sou, pelo passado, um leal amigo dos trabalhadores bancários:do BPN, fui, faz agora quase trinta anos, trabalhador Bancário do então BESCL e só tenho boas recordações dos colegas, bons amigos - eram todos eles pessoas honestíssimas como estou certo são os trabalhadores do BPN. Repetindo-me, estes não mereciam a lentidão da Justiça nem, mais grave ainda, a da ADMINISTRAÇÃO CENTRAL.
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  • » César, Alcacer do Sal, 09-11-2011 20:09

    Está tudo a condizer o tribunal só os priubiu de sair do Pais,deve ter uma rede alta e bem fechada na fronteira uma vez que não á controlo na mesma,enrim é o que temos.
  • » zé povinho, Alverca, 09-11-2011 20:05

    Não se preocupem estes milhões ja estão contabilizados pela TROICA para nós pagarmos, juntamente com aqueles do Dias Loureiro amigo do nosso Presidente !!!
  • » PIFF, Coimbra, 09-11-2011 19:56

    Não acredito que qualquer banco, até mesmo o BPN compre levianamente antiguidades falsas. Até porque continuo a não entender se eram "falsas" ou "simples antiguidades". Não existe uma tabela de preços para as antiguidades, o preço delas é o resultante de um acordo entre vendedor e comprador e cada um deles normalmente está informado sobre o que vai comprar ou vender e defende o seu valor até chegarem a um consenço. Para mim está mais que obvio que é uma manipulação dos valores patrimoniais do BPN feita pelos novos donos para poderem fazer querer ao Estado e à opinião publica que se fez um mau negócio ao adquirir o BPN, que o Estado deve rever o valor da negociação ou então preveligiar o BPN no apoio financeio da nova tranche do FMI. Depois de ficarem com as contas saldadas e dinheirinho para continuar as operações, vão ver que as antiguidades afinal eram mesmo antigas e por sinal muito mais valiosas. Se repararem bem, vem mesmo na altura certa esta noticia... Já agora gostava de saber o que é uma "investigação autónoma" da judiciária...
  • » Zé Alemanha, BKS-Kues, 09-11-2011 19:42

    Caso BPN é por isso que Portugal esta como esta,e fora as outras que estao para descobrir. É uma vergonha .,
  • » Antonio, Centro, 09-11-2011 19:37

    Um dia informei o anterior Governo. Ao nacionalizares o BPN, não ganhais mais eleições e estais a colaborar com tudo o que é fraude. Eles sabiam. Que mais de mau falta ao BPN. Não cobra comissões. Pagamo-las nós. Dá 43 milhões ao filho do Duarte Lima, que tinha um salário de 1.600€ por mes. Os políticos que precisavam de dinheiro, chegavam junto do amigo e diziam. O pá manda para cá tantos milhões. Depois eu pago. Alguns terão dito: Deus te pague. Se Deus não pagar, continuamos a pagar nós. O BPN DEVE SER EXTINTO E JÀ. A fraude nunca mais acaba.
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