Ministro garante que salários não descem mais

26 fev, 2014

Pedro Mota Soares revela ainda que existem 11 mil pensionistas com pensões acima dos 2.000 euros, que vão ser abrangidos pelos cortes, aplicados no segundo semestre.
O Governo garante que não há mais redução de salários. No dia em que a “troika” reúne com os deputados, o ministro da Solidariedade, Pedro Morta Soares, assegurou não estar disponível para mais cortes nos vencimentos.

“O Governo entende que o ajustamento salarial em Portugal já aconteceu e não queremos uma diminuição maior dos salários em Portugal”, explicou a Comissão da Segurança Social e Trabalho, no Parlamento, onde está a ser ouvido a pedido do PCP.

“Não acreditamos num modelo de desenvolvimento assente em baixos salários e, por iss,o não estamos disponíveis para medidas que acentuem uma diminuição dos salários em Portugal.”

Na mesma comissão, o ministro avançou que há 11.000 pensionistas com pensões de sobrevivência acima dos 2.000 euros que vão ser abrangidos pelos cortes, que serão aplicados no segundo semestre. "A Segurança Social tem cerca de 2,5 milhões de pensionistas e os pensionistas com pensões de sobrevivência acima dos 2.000 euros são cerca de 11 mil", disse.

A questão da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) foi levantada na comissão pelo deputado socialista Nuno Sá, que questionou o ministro sobre o que está acontecer com a aplicação desta medida.

"O que é que se passa com a Contribuição Extraordinária de Solidariedade", começou por questionar o deputado Nuno Sá, afirmando que "houve uma avaria, um lapso, um apagão informático e os computadores só se vão reiniciar" em Maio, "ou seja depois das eleições".

Mota Soares anunciou ainda o alargamento do prazo para os trabalhadores independentes poderem regularizar as suas dívidas através de planos de prestações para 150 meses. O objectivo é dar assim um novo fôlego a estes contribuintes para regularizarem as dívidas á segurança social, que se traduz em mais de 12 anos.