"Ajuda de emergência" aos fustigados pelo incêndio em Mogadouro

30 jul, 2013 • Olímpia Mairos

Isenção do pagamento da conta da água referente a Julho e disponibilização de alimento para os animais entre as medidas de apoio previstas.
A autarquia de Mogadouro vai ajudar as populações mais afectadas pelo incêndio que lavrou no concelho entre 9 e 12 de Julho e que deixou atrás de si 14.912 hectares de terra queimada e várias culturas destruídas.

Trata-se de "uma ajuda de emergência", refere o vereador do pelouro da Agricultura e Ambiente, António Pimentel. "Já foi deliberado que os habitantes das aldeias das Quintas das Quebradas e Estevais ficassem isentos do pagamento da conta da água referente ao mês de Julho, por se entender que as populações tiveram gastos e consumos acrescidos devidos ao empenho no combate as chamas", salienta o autarca.

Além desta medida, aos produtores pecuários vai ser disponibilizado alimento para os animais, uma vez que as chamas devastaram grande parte dos pastos. "Vamos adquirir 120 toneladas de palha para distribuir pelos produtores pecuários de Quintas das Quebradas e Meirinhos. Os primeiros camiões de palha devem chegar na sexta-feira ou no sábado", acrescenta o vereador. 

A autarquia está ainda a equacionar uma segunda fase de intervenção nas aldeias afectadas pelo fogo e que visa a recuperação de estábulos e outros imóveis agrícolas.

Segundo o relatório preliminar sobre a destruição causada pelas chamas, o incêndio que lavrou durante quatro dias no concelhos de Alfândega da Fé, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo provocou prejuízos de "três a quatro milhões de euros" no sector agrícola.

António Pimentel defende que cabe ao Governo ajudar quem "perdeu quase tudo", recordando que "há programa e verbas para este tipo de calamidades". Se essas verbas não chegarem atempadamente, os apoios do município não faltarão e "serão uma linha de retaguarda".