Lista quase fechada para Juncker decidir pastas

01 ago, 2014 • Pedro Caeiro

Apresentados quase todos os nomes por parte dos 28 Estados-membros, resta agora saber quais as pastas que cada um terá em mãos nos próximos anos. Juncker tem Agosto para decidir.

No “Economic Times” surge uma lista dos nomes dados a Jean-Claude Juncker pelos diferentes Governos dos Estados-membros. Numa manhã marcada pela notícia de que Carlos Moedas será o novo comissário português, já é conhecida a maior parte dos candidatos de cada país. Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Holanda, Polónia e Eslovénia são os países que ainda não têm um rosto oficial apresentado para a nova Comissão. Quanto à distribuição de pastas, essa, vai ser feita até ao final do mês pelo sucessor de Durão Barroso. De resto, o “Diário de Notícias” diz que foi a luta pelas pastas que atrasou a nomeação de um português. Juncker terá recusado a ambição portuguesa de ter um pelouro financeiro, mas a verdade é que esta manhã o nome de Moedas vem baralhar tudo. 

No “EU Observer” a explicação para o atraso na formação desta equipa. É que, apesar das intenções de Juncker de ter pelo menos 9 mulheres na equipa de 28, os nomes apresentados pelos diferentes países terão sido, sobretudo, de homens. 

A Reuters dá voz às queixas de industriais da União Europeia por causa dos custos futuros com a emissão de dióxido de carbono. Bruxelas diz que o sistema europeu de emissões poluentes não está a funcionar a 100% e quer reformulá-lo. Mas a indústria europeia teme que venha aí um aumento dos custos de produção para pagar a poluição.

No jornal checo “Prague Post”, ainda as sanções aprovadas pelo Conselho da Europa contra a Rússia, nomeadamente nos sectores da banca, do armamento e da produção de petróleo. São novas medidas restritivas, numa tentativa de pressionar a Rússia por causa do apoio dado por Moscovo aos rebeldes na Ucrânia.

No americano “Global Post”, a revolta dos cientistas por causa de um dos projectos europeus de investigação mais ambiciosos de sempre. Trata-se de um projecto de muitos milhões de euros que deveria financiar cientistas de todo o continente em torno do Projecto do Cérebro Humano (uma tentativa de simular a forma como funciona o cérebro das pessoas, através de uma enorme quantidade de dados digitais). Se fosse em frente, este seria o projecto científico mais importante ao nível europeu desde que a Organização Europeia de investigação Nuclear fez em Genebra as experiências de colisão de partículas. No entanto, numa carta aberta, cerca de 150 neurocientistas dirigem-se à Comissão Europeia para pedir uma revisão do projecto, para dizer que não está em andamento e que o dinheiro deveria ser dividido por projectos de neurociência mais pequenos e divididos pelo Velo Continente. Nesta altura a carta tem mais de 600 assinaturas. Há a ameaça de boicote ao mega-projecto e Bruxelas já admite negociar.