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Cantinas escolares nas férias. “Enquanto houver uma criança a precisar…"

04 ago, 2015

Ainda há muitas crianças sem acesso a duas refeições de qualidade e sem actividades orientadas durante as férias, diz o vice-presidente da Associação de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas.
O número de crianças que recorrem às cantinas escolares durante o mês de Agosto continua elevado. O alerta é da Associação de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas.

Durante o Verão, muitas escolas mantêm as portas abertas para oferecer reforço alimentar às crianças mais carenciadas.

“Quando temos miúdos que, em casa podem não ter as refeições completas, referenciamos isso à autarquia, que depois resolve o assunto com os respectivos encarregados de educação”, explica à Renascença o vice-presidente da associação, Filinto Lima.

Sem avançar números concretos, Filinto Lima fala de num elevado número de alunos com necessidades alimentares. “É um valor que eu acho que envergonha o país. Mas enquanto houver uma criança a precisar de um apoio destes só para almoçar, devemos estar preocupados e em conjunto inverter esta tendência”.

O vice-presidente da Associação de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas apela por isso aos municípios que invistam mais neste tipo de projectos.

“Neste momento, um pouco por todo o país, há alunos que estão em casa ou à guarda de ninguém porque os seus pais estão a trabalhar e a Câmara Municipal da sua região não tem este tipo de projecto. Se tivéssemos mais Câmaras com este tipo de projecto, teríamos mais crianças a ter actividades de qualidade e a alimentarem-se de acordo com as regras”, defende.