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Eurogrupo. Dijsselbloem diz que proposta grega é um texto “completo”

10 jul, 2015

Plano de reformas e austeridade de Atenas foi entregue na quinta-feira à noite ao Eurogrupo, a poucas horas do final do prazo estabelecido.

O presidente do Eurogrupo descreveu esta sexta-feira a proposta grega como “um texto completo". Sem mais comentários, o holandês deixou para depois as reacções à proposta entregue na quinta-feira por Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego.

Jeroen Dijsselbloem revelou ainda que os ministros das Finanças da Zona Euro podem vir a tomar uma “decisão importante” este sábado, quando se reunirem de emergência para discutir a última proposta grega de resgate ao país.

Falando em antevisão a uma reunião com o governo holandês esta sexta, Dijsselbloem recusou-se a entrar em pormenores sobre a proposta, mas admitiu que o documento “é um texto completo”.
 
“O apoio transversal expressado na Grécia dá-lhe mais credibilidade, mas mesmo assim teremos de considerer cuidadosamente se a proposta é boa e se os números fazem sentido”, explicou o presidente do Eurogrupo, acrescentando:“De uma maneira ou outra, é uma decisão muito importante que temos de tomar”.

Atenas propõe novas medidas de austeridade
O plano de reformas e austeridade da Grécia foi entregue esta quinta-feira à noite ao Eurogrupo, a poucas horas do final do prazo estabelecido. “O presidente do Eurogrupo Dijsselbloem recebeu as novas propostas gregas”, anunciou o porta-voz da instituição na rede social Twitter, acrescentando que estas são “importantes” para a decisão que as instituições internacionais vão tomar nos próximos dias.

O pacote de reformas e austeridade é uma das condições para um novo programa de resgate à Grécia. De acordo com relatos citados pela imprensa internacional, Atenas propõe novas medidas de austeridade, no valor de 13 mil milhões de euros para os próximos três anos, que passam por um aumento das taxas do IVA e mudanças nas pensões de reforma e no regime da Função Pública, avançou a agência AFP citando a página oficial do executivo de Atenas.

A Grécia deseja uma solução "para regularizar" a sua enorme dívida pública, que ascende a 180% do PIB (Produto Interno Bruto), bem como "um pacote de 35 mil milhões de euros" consagrado ao crescimento económico.

O terceiro programa de resgate que a Grécia tem que apresentar até ao fim do dia deverá ascender a 50 mil milhões de euros.

França e as propostas "sérias e credíveis"
O Presidente francês qualificou as últimas propostas de Atenas "sérias e credíveis", mas sublinhou que "ainda nada foi feito" para alcançar um acordo, para o qual "as próximas horas serão importantes".

"Os gregos mostraram determinação na permanência na zona euro porque o programa apresentado é sério e credível. Vai ser submetido ao parlamento, o que evidencia força, compromisso e coragem", disse François Hollande à imprensa.

Trata-se "de fazer tudo para que haja um acordo, um bom acordo, um acordo que respeite as regras europeias que respeite também os gregos. As próximas horas serão importantes. Ainda nada foi feito, mas tudo deve ser feito", acrescentou. 

Para domingo está marcado um conselho europeu extraordinário da UE para aprovar ou não o novo resgate à Grécia.