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Erdogan não é Charlie

12 jan, 2015

O Presidente da Turquia teceu fortes críticas à “hipocrisia” da Europa e acusou Netanyahu de ser responsável pela morte de mais de mil crianças palestinianas.

Erdogan não é Charlie
Afinal há alguns líderes europeus que não são, nem querem ser, “Charlie”. O Presidente Erdogan, da Turquia, afastou-se de qualquer manifestação de solidariedade com o jornal satírico, após o ataque terrorista que deixou um total de 17 vítimas em França na semana passada, incluindo oito membros da redacção do jornal satírico, conhecido por publicar caricaturas de Maomé.

Num discurso feito na companhia de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, Erdogan acusou o Ocidente de dualidade de critérios. “A hipocrisia do Ocidente é óbvia. Enquanto muçulmanos, nunca tomámos parte em massacres terroristas, que têm como pano de fundo o racismo, o discurso de ódio e a islamofobia”, acusou Erdogan.

O Presidente referia-se ao que considera ter sido o massacre de mulheres e crianças palestinianas, por parte do governo de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, que esteve em França para participar na marcha de domingo, que juntou líderes políticos de todo o mundo.

"Como é que ele se atreve a lá ir?", pergunta Erdogan, descrevendo Netanyahu como "um homem que matou 25,000 pessoas em Gaza, através do terrorismo de Estado".

"Primeiro devia prestar contas pelas crianças e mulheres que matou", acrescentou o Presidente turco.

Erdogan, que pertence a uma força política de tendência islamita, fala frequentemente de alegados casos de islamofobia no Ocidente. Recentemente aproveitou a visita do Papa ao seu país para o fazer também.

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