Piquete de greve bloqueou saída de camiões do lixo em Lisboa

26 dez, 2013

Efeitos da paralisação dos trabalhadores de limpeza da Câmara já são visíveis nas ruas de Lisboa. A situação pode piorar, uma vez que a greve prolonga-se até 5 de Janeiro.
Piquete de greve bloqueou saída de camiões do lixo em Lisboa
Piquete de greve bloqueou saída de camiões do lixo em Lisboa
Um piquete de greve dos trabalhadores da recolha de lixo de Lisboa bloqueou, esta quinta-feira à noite, a saída de camiões do complexo de recolha de resíduos urbanos dos Olivais.Os primeiros veículos deveriam ter saído às 22h30, mas apenas começaram a abandonar o parque dos Olivais já depois das 23h00, após a polícia ter desimpedido a via e conseguido abrir espaço.

Um piquete de greve dos trabalhadores da recolha de lixo de Lisboa bloqueou, esta quinta-feira à noite, a saída de camiões do complexo de recolha de resíduos urbanos dos Olivais.

Os primeiros veículos deveriam ter saído às 22h30, mas apenas começaram a abandonar o parque dos Olivais já depois das 23h00, após a polícia ter desimpedido a via e conseguido abrir espaço.

Vítor Reis, do Sindicato dos Trabalhadores da Câmara de Lisboa, explicou aos jornalistas as razões do bloqueio.“Há um número de carros, que são 16, os considerados para hoje como serviços mínimos, e tinha havido um entendimento destes trabalhadores que deveriam sair. Não sei se há cantoneiros ou não nas zonas, mas este piquete está a exercer também a sua função para demonstrar a importância desta luta para manter os serviços na Câmara de Lisboa”, afirmou o sindicalista.

O objectivo do piquete de greve era só permitir a saída dos camiões e dos trabalhadores destinados a cumprir os serviços mínimos da greve, que vai durar até 5 de Janeiro. 

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, juntou-se ao piquete de greve no complexo de recolha de resíduos urbanos dos Olivais.

O líder da Intersindical diz que a descentralização dos serviços de limpeza para as juntas de freguesia não é mais do que o desmantelamento de um serviço público.

Os trabalhadores contestam o alargamento do horário de trabalho para as 40 horas semanais, os cortes nos vencimentos e a eventual privatização de alguns serviços da autarquia, entre outras razões de queixa.

A autarquia recomenda "a todos os moradores que separem e acondicionem devidamente os seus resíduos domésticos e evitem a sua deposição na rua", garantido que desenvolverá "todos os esforços" para minimizar as eventuais consequências do protesto.

Apenas estão a ser salvaguardados os serviços mínimos, por exemplo, junto dos hospitais e mercados.

[notícia actualizada às 01h07]