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Doutoramento em Ecologia Integral na UCP com nova fase de candidaturas

02 jul, 2024 - 14:59 • Ângela Roque

Metade das vagas já estão preenchidas, mas até 2 de setembro a Católica espera continuar a atrair alunos de várias áreas. Peter Hannenberg, coordenador do plano de estudos, diz à Renascença que a interdisciplinaridade é o “grande desafio e a grande vantagem” deste novo ciclo de formação, inspirado na Laudato Si do Papa Francisco. Mesmo "lá fora não há nada assim”.

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Entrevista a Peter Henenberg

A Universidade Católica Portuguesa abriu uma nova fase de candidaturas ao Doutoramento em Ecologia Integral. Inspirado na encíclica Laudato Si, do Papa Francisco, este novo ciclo de formação envolve seis faculdades e escolas da Católica.

“Achámos que devíamos dar a oportunidade a mais pessoas poderem concorrer. As candidaturas vão decorrer até 2 de Setembro, e as aulas começam logo a seguir, dia 12”, explica à Renascença Peter Henenberg, coordenador do plano de estudos e vice-reitor para a Investigação e Inovação da UCP.

Com metade das vagas já preenchidas, este responsável espera que mais candidatos apareçam de várias áreas. “Já recebemos um número interessante de candidaturas, que já garante a abertura do curso. Mas, não se trata disso, o que queremos é ter massa crítica, um grupo de estudantes que podem ser mutuamente ser estimulantes uns para os outros”, adiantou na entrevista transmitida no último domingo.

“Já temos um grupo de sete pessoas, o limite são 15, mas se conseguíssemos ter mais isso permitiria também uma maior mistura de áreas de científicas de origem dos candidatos. Para já estamos muito contentes, porque já temos candidatos da área das ciências naturais, da psicologia, da ciência sociais, da comunicação, áreas bastante distintas que podem mutuamente estimular-se e interessar-se, mas gostaríamos de aumentar o leque de conversas possíveis”, sublinha.

Este é um doutoramento inovador, não só porque é inspirado na encíclica ‘Laudato Si’ e nos desafios que o Papa Francisco tem vindo a lançar, mas também porque cruza várias áreas e saberes.

“Envolve várias escolas da Católica, na lecionação e também na conceção do próprio doutoramento. Foi um processo muito interessante, porque convidámos os colegas da biotecnologia, do direito, das ciências sociais, dos estudos políticos, das ciências económicas e dos estudos de cultura, para participarem na conceção de um doutoramento verdadeiramente interdisciplinar. Só assim poderemos responder às questões que hoje se colocam à sociedade, isso não se consegue só com o saber de uma disciplina. Precisamos em tudo de respostas interdisciplinares e isso vai ser desafiante”, afirma Peter Hanenberf, para quem esta será mesmo a “grande vantagem”, “não termos especialistas focados só numa área, mas termos pessoas abertas e com conhecimento aprofundado em várias áreas”.

Para o vice-reitor para a Investigação e Inovação da UCP, este doutoramento “fazia falta” e é diferenciador em relação a tudo o que existe, até em universidades estrangeiras. “Lá fora não existe nenhum doutoramento com este espírito e com esta motivação por trás. É, de facto, em Portugal e não só, uma aposta muito inovadora, em que o importante é a dimensão interdisciplinar, tanto no estudo dos temas como nas competências das pessoas envolvidas, sejam professores, sejam alunos doutorandos”, o que “dá uma dinâmica de poder responder aos desafios contemporâneos que outras ofertas não têm”.

O novo Doutoramento em Ecologia Integral tem a duração de três anos. A nova fase de candidaturas abriu a 24 de junho e vai decorrer até 2 de setembro. As aulas irã começar dia 12 desse mesmo mês.

No primeiro ano, para além de um Observatório de Ecologia Integral, estão previstos três seminários: Cidadania Ecológica, Ecologia Ambiental e Espiritualidade Ecológica. No segundo ano haverá um Seminário de Investigação, e o terceiro será dedicado à Dissertação. A nova formação destina-se a “quem pretenda ser um motor de mudança na sociedade”, ou “trabalhar em organizações, públicas ou privadas”, “compreenda que os paradigmas atuais precisam de renovação face aos desafios ambientais” e queira ajudar a construir novas “políticas para as sociedades do futuro”.

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