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Vida selvagem

Lince do deserto apreendido numa casa na Madeira morreu

07 ago, 2024 - 19:34 • Lusa

O animal estava "entre a vida e a morte desde o dia em que foi sedado para regressar a casa através de um dardo tranquilizante", tendo deixado de reagir a qualquer estímulo.

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O lince do deserto, animal de espécie protegida, apreendido em julho numa casa do Funchal e que foi devolvido na semana passada aos proprietários, morreu esta quarta-feira, revelou a Associação Ajuda Alimentar a Cães.

A associação, que promoveu uma petição com mais de 20 mil assinaturas para que o animal fosse devolvido aos proprietários, revelou a morte do animal numa publicação na rede social Facebook.

O lince do deserto (caracal) tinha sido apreendido pela GNR em 3 de julho, que indicou na altura que o animal estava detido em situação ilegal por uma mulher com 38 anos que foi identificada e alvo de um auto de contraordenação por deter uma espécie de detenção proibida.

A operação de resgate do caracal foi desenvolvida pelo Comando Territorial da Madeira da GNR, através da Secção de Investigação Criminal, em colaboração com o Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente.

Na semana passada, o Instituto de Florestas e Conservação da Natureza da Madeira (IFCN) anunciou que o lince voltaria a ficar à guarda dos proprietários, visando o "bem estar e segurança do animal", até à conclusão do processo contraordenacional e decisão final.

Numa publicação na rede social Facebook, a Associação Ajuda Alimentar a Cães refere que o animal estava "entre a vida e a morte desde o dia em que foi sedado para regressar a casa através de um dardo tranquilizante", tendo hoje deixado de reagir a qualquer estímulo.

"Chegou sedado a casa e durante mais de um dia não acordou e foi levado para uma clínica veterinária de urgência. Desde esse dia foram várias as tentativas do regresso a casa mas o estado de saúde só tem vindo a piorar. Desde que foi sedado perdeu a capacidade de andar e de comer", lê-se na publicação.

A associação indica ainda que "a família, juntamente com a advogada, já estão a apurar responsabilidades" sobre o sucedido. "A lei infelizmente desconhece sentimentos e desde o primeiro dia as entidades responsáveis por este caso não fizeram um bom trabalho. O Bores jamais deveria ter saído do local onde sempre viveu, até porque foi levado para um local inadequado."

Comentários
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  • Maria Dias
    07 ago, 2024 Matosinhos 19:18
    Sem palavras 😪 Imagino a dor dos donos do animal, isto revolta !!!! Tiraram lhe a vida....

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