26 nov, 2024 - 17:15 • Marta Pedreira Mixão com Agências
A polícia do Laos deteve oito funcionários do hostel “Nana Backpacker”, entre os quais o gerente, para interrogatório, na sequência da morte de seis turistas por suspeita de envenenamento com metanol.
De acordo com meios de comunicação local, todos os detidos eram de nacionalidade vietnamita.
Além das seis vítimas mortais, outros três turistas australianos adoeceram e foram posteriormente internados, encontrando-se agora estáveis e a ser acompanhados pelo Departamento de Relações Exteriores e Comércio.
Testemunhos sugerem que os turistas podem ter cons(...)
Entre as vítimas mortais estão dois cidadãos dinamarqueses, um americano, uma britânica e duas australianas. Suspeita-se que os turistas tenham consumido álcool contaminado com metanol e que esta seja a causa das mortes.
O Nana Backpacker Hostel afirmou ter distribuído “shots” a cerca de 100 pessoas, mas o responsável da unidade garantiu à Associated Press que nenhum outro hóspede, além das jovens australianas Bianca Jones e Holly Bowles, tinha ficado doente, negando ter servido álcool contaminado.
As duas jovens morreram dias mais tarde, depois de terem sido internadas num hospital. Além das duas australianas, uma advogada britânica, Simone White, de 28 anos, também morreu pouco depois.
Por volta da mesma altura, tinham sido reportadas as mortes de um homem norte-americano e de duas jovens dinamarquesas, que também estavam alojados no mesmo hostel localizado na pequena cidade ribeirinha de Vang Vieng, a cerca de duas horas a norte da capital do Laos – Vienciana.
O metanol é um álcool tóxico muitas vezes adicionado a bebidas alcoólicas contrabandeadas, por ser mais barato do que o álcool, e que pode causar cegueira, danos no fígado e morte.
Médicos especialistas referem que o consumo de apenas 25 mililitros de metanol pode ser mortal.
Christer Hogstrand, professor de toxicologia molecular no King's College de Londres, explica que o metanol também “não é invulgar no álcool destilado em casa”.
“Tem uma estrutura diferente de átomos de carbono que altera completamente a forma como os humanos o processam no corpo, levando a estas consequências potencialmente fatais”, explicou.
Após o consumo, as vítimas podem demorar até 24 horas para apresentarem sintomas.