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Ténis

Nuno Borges e Francisco Cabral avançam para os quartos na Austrália

19 jan, 2025 - 15:43 • Lusa

Dupla portuguesa vai agora defrontar os italianos Simone Bolelli e Andrea Vavassori. Em singulares vai haver um Djokovic – Alcaraz.

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Nuno Borges e Francisco Cabral fizeram história no Open da Austrália ao tornarem-se na primeira dupla de tenistas portugueses a alcançar os quartos de um “major”, numa jornada em que Carlos Alcaraz e Novak Djokovic agendaram encontro.

Amigos de infância e companheiros de pares desde sempre, os dois nortenhos escreveram mais uma página na história do ténis nacional, ao baterem os neerlandeses Tallon Griekspoor e Botic van de Zandschulp, por 7-6 (7-4), 3-6 e 6-3, em 2h02.

Borges e Cabral seguiram as pisadas de Nuno Marques, que chegou aos quartos de final do Open da Austrália em 2000, e João Sousa, quartofinalista do Open dos Estados Unidos (2015, 2019 e 2022) e semifinalista em Melbourne em 2019, sempre com parceiros estrangeiros.

A primeira dupla lusa a ganhar o Estoril Open (2022) terá agora pela frente os terceiros cabeças de série, os italianos Simone Bolelli e Andrea Vavassori, respetivamente sexto e sétimo classificados da hierarquia de pares e vice-campeões em título do Open da Austrália e de Roland Garros.

Numa oitava jornada sem surpresas em Melbourne Park, a tensão chegou no final do encontro de Novak Djokovic, que se recusou a dar a tradicional entrevista em court, descontente com o comportamento do público nas bancadas durante o seu triunfo por 6-3, 6-4 e 7-6 (7-4) frente ao checo Jiri Lehecka (29.º), em 2h39.

"Todos tentamos lidar com isso à nossa maneira. Às vezes, faço-o melhor e outras funciona contra mim. Só pessoas que atingiram o topo sabem com aquilo que temos de lidar", justificou numa entrevista posterior.

Recordista de títulos do Grand Slam (24) e de cetros (10) no primeiro “major” da temporada, o atual sétimo jogador mundial continua a ter uma relação de amor-ódio com os seguidores da modalidade e a deixar-se incomodar com as provocações das bancadas, que prometem ser ainda maiores no seu duelo dos quartos de final com Carlos Alcaraz.

O espanhol de 21 anos, à procura de tornar-se no tenista mais jovem a completar o Grand Slam de carreira, beneficiou da desistência do britânico Jack Draper (18.º), quando liderava por 7-5 e 6-1.

"Não era a forma como queria ganhar o meu encontro para avançar para a próxima ronda", lamentou o número três mundial, ressalvando, ainda assim, estar feliz por disputar novamente os quartos em Melbourne Park.

Quem também está pelo segundo ano consecutivo -- e pela quarta vez na carreira - nos quartos de final é Alexander Zverev, que hoje enfrentou o adversário mais cotado até ao momento, o francês Ugo Humbert (14.º), e venceu por 6-1, 2-6, 6-3 e 6-2.

Na próxima ronda, o alemão, segundo da hierarquia ATP, vai ter pela frente o norte-americano Tommy Paul (11.º), que hoje afastou o espanhol Alejandro Davidovich Fokina com um triplo 6-1.

Não foi apenas no quadro masculino que os favoritos confirmaram o seu estatuto, já que também Aryna Sabalenka e Coco Gauff venceram os seus encontros dos oitavos, ainda que de forma diferente.

Se a líder do ranking WTA e bicampeã em título vulgarizou a promessa russa Mirra Andreeva (15.ª), impondo-se por 6-1 e 6-2 em apenas uma hora, e somando a 18.ª vitória consecutiva em Melbourne Park, para marcar encontro com a russa Anastasia Pavlyuchenkova (32.ª), Gauff travou uma dura batalha com a suíça Belinda Bencic (294.ª).

De regresso aos courts apenas há três meses, após ter sido mãe, a campeã olímpica de Tóquio 2020 obrigou a número três mundial a recuperar de um set de desvantagem, caindo após duas horas e 26 minutos, com os parciais de 5-7, 6-2 e 6-1.

"A Belinda obviamente é uma grande jogadora, não importa a forma em que esteja. Tentei ser mais agressiva no segundo e terceiro [parciais], tentar jogar melhor porque ele estava a jogar tão bem", resumiu a norte-americana, que na próxima ronda irá defrontar a espanhola Paula Badosa (12.ª).

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