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Euro2024

Euro2024: tudo o que tem de saber sobre a Eslováquia (Grupo E)

13 jun, 2024 - 09:15 • Francisco Sousa

Consulte o guia do Euro 2024 de Bola Branca. O torneio vai jogar-se entre 14 de junho e 14 de julho.

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Adversária de Portugal na fase de qualificação, foi possivelmente a equipa que causou mais problemas aos comandados de Roberto Martínez no caminho até à Alemanha. No Dragão, os eslovacos mostraram atrevimento a espaços na pressão e discutindo o jogo. Em Bratislava, propuseram um quebra-cabeças para a equipa lusa gerar vantagens pelo corredor central.

O responsável pela evolução tática e maior estabilidade exibicional dos eslovacos, embora ainda longe do brilhantismo, responde pelo nome Francesco Calzona. Antigo adjunto de Luciano Spalletti no Nápoles, foi responsável por também orientar os napolitanos nos últimos meses da época – sem grande sucesso, diga-se. É um fiel discípulo do 4-3-3 e portanto não serão expectáveis grandes aventuras táticas neste Europeu.

Martin Dúbravka, um veterano com a experiência competitiva do futebol inglês, será o dono da baliza. À direita da defesa, e apesar de mal ter jogado no Hertha o ano inteiro, Peter Pekarík deve ser a aposta. O duo de centrais Vavro-Škriniar garante uma solidez e até critério a construir que poucas seleções da classe média europeia se podem gabar. À esquerda, David Hancko dará conforto a sair de pressão e boa leitura.

A figura é Stanislav Lobotka. Uma referência na arte de sair a jogar sob pressão, com índices altos de qualidade a diversificar o estilo de passe. É um jogador de início de construção e de estabilidade posicional, não tanto de arriscar subidas no terreno, mas o que faz, habitualmente, faz muito bem. Peça-chave do Nápoles, no qual Calzona o conheceu, valorizando e muito o papel cirúrgico a meio-campo.

Daí para a frente, reina Stanislav Lobotka. Figura indiscutível do Nápoles das últimas temporadas, é um dos médios que sustenta melhor equipas em 4-3-3 a partir da base no futebol da elite europeia, tendo regido com mestria a equipa soberba de Spalletti há poucas épocas. Perto dele, o veterano e garantia de solidez Juraj Kucka e possivelmente Ondrej Duda, outro nome que aprendeu muito de tática em Itália.

No trio de ataque, tudo aponta que o boavisteiro Róbert Boženík vá ser a referência na zona central. Cresceu muito esta época, no caos do ‘xadrez’, mostrando cada vez melhor uso do corpo para segurar a bola ante a pressão dos centrais, dando bons apoios e revelando astúcia na desmarcação para o disparo.

Por fora, despontam Schranz e Haraslín, capazes de alternar movimentos e posições, com o último a chegar entusiasmado depois de uma época soberba no Sparta Praga. Curiosamente, Schranz joga no rival Slavia.

A expectativa para este Europeu é que Calzona possa dar continuidade às performances consistentes da fase de qualificação, ainda que não se afigure fácil derrubar seleções como a Bélgica ou a Ucrânia.

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