01 nov, 2024 • Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo
Jeff Bezos, dono do Washington Post e da Amazon, decidiu não autorizar o apoio do jornal a Kamala Harris. O Los Angeles Times tomou posição idêntica. Ele justifica: os apoios presidenciais produzem “uma perceção de parcialidade, de não independência. Acabar com [os apoios presidenciais] é uma decisão de princípio, é a decisão correta”. Um jornalista não diria melhor. Esta posição do empresário assenta no pressuposto de que o jornalismo tem de reconquistar a confiança do público. Estaremos perante um novo ciclo nos Media americanos? Elon Musk, dono da Rede X, pensa exatamente o contrário. E dá um milhão de dólares a quem fizer o que ele quer. Quanto vale eleitoralmente Elon Musk?
A reta final da corrida à Casa Branca tem sido marcada por insultos entre as duas campanhas. Em Nova Iorque, um humorista foi ao Madison Square Garden dizer aos apoiantes de Trump qualquer coisa como se virem uma ilha de lixo a vaguear, essa ilha chama-se Porto Rico. Biden apressou-se a virar a idiotice contra o seu próprio partido, explicando que há muitos porto-riquenhos na terra dele, gente honesta e trabalhadora e que o lixo que há são os que votam em Trump. Em Joe Biden, muitas vezes, a tendência para o disparate é irreprimível. Já muito perto do gong, o ainda presidente veio dar uma ajuda ao partido republicano na eleição mais disputada das últimas décadas.
Uma piada pode valer uma eleição? A pergunta é de José Pedro Frazão, jornalista da Renascença que cobre as eleições norte-americanas, no título da entrevista exclusiva com Nilda Ruiz, líder da plataforma porto-riquenha, na sequência do recente comício nova-iorquino de Trump. Insultos e gaffes à parte, a questão essencial é saber se nesta eleição, a vitória de Trump pode produzir o colapso do Estado de Direito. Numa espécie de “antecipómetro”, a equipa do programa deu a vitória a Trump, por maioria.
Notícia Renascença
Em entrevista exclusiva à Renascença, a primeira a(...)
A RTP promoveu um debate sobre a própria RTP. O lote de debatentes não deixa grandes dúvidas sobre o propósito da estação pública. Pedro Duarte, ministro da tutela, Luís Nazaré, Nuno Artur Silva, ex-administrador da RTP, Aarons de Carvalho, membro do CGI, Felisbela Lopes, docente da Universidade do Minho. É ou não é uma discussão de interesses? A avaliar pelo desempenho do moderador, tratou-se de uma discussão em circuito fechado, com Carlos Daniel a abandonar o equilíbrio exigido à função.
Na ronda sobre os Media, destaque para o “Público na Escola” que nasceu há 35 anos, antes mesmo do Público. Mobilizar professores para a importância de os alunos conseguirem perceber a diferença entre factos e opinião; fontes credíveis e o que se reproduz sem critério e contraditório nos grupos das redes socais, é um papel central nos nossos dias.
Este compromisso cívico do jornal da Sonae vem de um tempo em que falar de “educação para os Media” ou “literacia mediática” era, no mínimo, bizarro. A criação, em 2023, de um Plano Nacional da Literacia Mediática e a decisão do Governo incluir no Plano de Ação para os Media a promoção da “literacia mediática nas escolas” são exemplos eloquentes do contributo deste projeto do Público.
A Fundação Altice lançou Tech Balance, um novo podcast, produzido e apresentado pela Instinct, uma empresa de desenvolvimento de projetos na área da comunicação. O primeiro episódio publicado esta quinta-feira (31) é sobre como “integrar a tecnologia na educação”.
O Expresso online publica a reflexão de António Brito Guterres, assistente social e pós-graduado em Estudos Urbanos, sobre a realidade dos bairros, na sequência dos recentes acontecimentos na região da Grande Lisboa.
Duas boas notícias para os Media, são o aumento do capital do Observador, com a entrada da família Soares dos Santos e o reforço de alguns acionistas de referência; e a estreia (11.nov) da rádio do Correio da Manhã, com difusão digital e hertziana, através de duas frequências (FM), uma em Lisboa e outra no Porto. A partir desse momento, será o único grupo verdadeiramente multimédia em Portugal.
Em suplemento ao programa, nos grandes enigmas e outras histórias, há alguma coisa mais surpreendente do que a natureza humana? Durante as greves das bilheteiras, porque é que os comboios não circulam? Vítor Escária já admitiu que o dinheiro encontrado no gabinete do ex-primeiro-ministro é dele, liquidou os impostos devidos, mas agora a PGR quer apurar as impressões digitais nos envelopes em que repousavam as notas. Porquê? Vítor Ramalho deixou a presidência da UCCLA, onde desenvolveu um trabalho meritório. Não é tempo de os poderes públicos valorizarem a ação desta associação das cidades capitais de Língua portuguesa?