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A Comarca de Leiria recebeu 35 menores da Ucrânia desacompanhados dos progenitores ou de representante legal, de acordo com as comunicações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), anunciou hoje o Ministério Público.
Todas estas crianças e jovens apresentaram-se no SEF acompanhados de adulto identificado, que invocou relação familiar ou de proximidade existencial, indicando a residência e os respetivos contactos.
Ana Simões explicou que a medida cautelar generalizada que o Ministério Público está a requerer é a "medida de apoio junto desse familiar ou de pessoa idónea".
"Esta medida é colocar a criança à guarda de outro familiar que não os pais, com apoio social, económico e outro se necessário", declarou a procuradora da República, assinalando tratar-se de uma "medida provisória e cautelar".
Ana Simões adiantou que a preocupação "é proteger estas crianças e despistar situações de tráfico de pessoas, para evitar qualquer tipo de exploração destas menores por terceiros".
A magistrada do Ministério Público acrescentou a importância de proteger as crianças de eventuais "situações de perigo ou risco em que possam estar", agravadas "pela fragilidade das circunstâncias em que entraram em território nacional".
A Comarca de Leiria compreende o distrito de Leiria.
Quase 27 mil pedidos de proteção temporária foram concedidos até hoje por Portugal a pessoas que fugiram da guerra da Ucrânia, segundo a última atualização feita pelo SEF.
O SEF precisa que concedeu desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, 26.950 pedidos de proteção temporária a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residem naquele país.
De acordo com o SEF, entre os refugiados ucranianos que chegaram a Portugal e beneficiários da proteção temporária, 9.558 são menores, representando cerca de 35%.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.430 civis, incluindo 121 crianças, e feriu 2.097, entre os quais 178 menores, segundo os mais recentes dados das Nações Unidas, que alertam para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.
A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de dez milhões de pessoas, das quais 4,1 milhões para os países vizinhos.
Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.