Francisco Assis. Reacção do Governo "completamente desastrosa", demissão da ministra é "inevitável"
17-10-2017 - 11:20

Na Carla Rocha - Manhã da Renascença, Assis diz que a ministra não consegue "transmitir tranquilidade e segurança". João Taborda da Gama deixa, também, críticas à gestão política do Governo neste caso.

Veja também:


O eurodeputado do PS Francisco Assis considera que "a reacção política" aos incêndios dos últimos dias "foi completamente desastrosa" e antevê que, demorando "mais ou menos tempo", a ministra Constança Urbano de Sousa vai demitir-se. "Inevitavelmente", sublinha

Em declarações ao programa Carla Rocha - Manhã da Renascença, Assis disse que a ministra tem de "transmitir tranquilidade e segurança", algo que, neste momento, está "completamente abalado".

Também o comentador João Taborda da Gama deixou críticas à gestão feita pelo Governo neste caso. "Não podemos ter um ministro, secretários de Estado a dizer que temos de de nos tornar mais resilientes. O que nós sabemos é que as pessoas têm de fugir dos incêndios, não têm de se substituir ao Estado ou a quem tenha de apagar fogos", reitera Taborda da Gama.

Esta foi uma atitude "irresponsável" por parte do Governo que demonstra, para João Taborda da Gama, a "demonstração de perda de sentido e total caos" vivido pelos governantes.

Houve uma "falência do Estado e da Protecção Civil", de acordo com Taborda da Gama. Se em Pedrogão se podia culpar uma estrada ou um fenómeno meteorológico "estranho", neste caso não. "É um estado de total inoperância da Protecção Civil, não se pode dizer que foi um raio de cima para baixo ou de baixo para cima, o que aconteceu foi um conjunto de incêndios que mostrou o falhanço para Protecção Civil".

Relativamente ao relatório aos fogos de Pedrogão, Assis considera que é um documento "muito crítico, são críticas estruturais e à acção conjuntural". Para o eurodeputado "têm de ser extraídas conclusões, há reformas profundas a fazer, que exigem um consenso vasto no país". Para além das mudanças a longo prazo, Assis deixa o recado: "Há decisões de carácter político mais imediato que terão de ser tomadas".