Greve na função pública. “Escolas vão ser bastante afetadas”
17-05-2024 - 01:28
 • Marisa Gonçalves

A primeira paralisação do mandato do novo Governo vai terminar com uma manifestação, frente ao Ministério das Finanças, pelas 15h30.

A Frente Comum de sindicatos da administração pública convocou uma greve de 24 horas para esta sexta-feira, no âmbito da jornada nacional de luta em defesa de melhores salários e condições de vida.

Em declarações à Renascença, Sebastião Santana, dirigente da Frente comum de sindicatos da Administração Pública diz que espera uma grande adesão.

“Vai ser uma jornada nacional de luta que ficará marcada por greves e culminará com uma concentração, em Lisboa, dos setores que emitiram avisos prévios. Esperam-se perturbações em serviços como finanças, segurança social, tribunais, enfim, nos atendimentos ao público, de uma maneira geral. As escolas vão ser bastante afetadas, é isso que esperamos, em todo o país, assim como algumas perturbações em serviços de saúde, onde serão garantidos os serviços mínimos”, avança.

O dirigente sindical aponta ainda os principais motivos de protesto para esta paralisação.

“Defendemos o aumento imediato dos salários, queremos exigir ao Governo uma negociação da proposta que lhe foi entregue, no dia em que a Secretária de Estado da Administração Pública tomou posse, e que até hoje não teve qualquer resposta. Queremos uma inversão destas políticas que vêm descritas no programa do Governo que, entendemos nós, são absolutamente danosas para os direitos das populações e de quem trabalha na administração pública”, reclama.

Entre outras reivindicações, a Frente Comum de sindicatos da administração pública defende um aumento intercalar dos salários em pelo menos 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador.

Sebastião Santana diz também que espera milhares de pessoas, vindas de todo o país, para participar na concentração e desfile, em Lisboa.

Para as 14h30 está agendada uma manifestação entre a Praça da Figueira e a Praça do Comércio, com uma concentração de trabalhadores a realizar-se pelas 15h30, frente ao Ministério das Finanças.