​Sismo na antiga Birmânia danifica templos e faz três mortos
24-08-2016 - 17:08

Cidade de Bagan foi a mais atingida pelo tremor de terra de 6.8 na escala de Richter.

Um sismo de magnitude 6,8 que ocorreu hoje no centro de Myanmar, na antiga Birmânia, danificou vários dos célebres pagodes de Bagan, importante local turístico do país, anunciou a polícia, coma imprensa a dar conta de três vítimas mortais.

"Vários pagodes célebres ficaram danificados durante o tremor de terra", anunciou à agência France Presse um responsável da polícia de Bagan.

Uma turista espanhola ficou ligeiramente ferida quando visitava o local, numa queda devido ao abalo.

Aung Kyaw, responsável pelo sítio arqueológico de Bagan, indicou danos em "seis dezenas de pagodes" do local arqueológico mais célebre da Birmânia.

O sismo ocorreu ao final do dia, numa altura em que muitos turistas visitam o local para observar o por do sol sobre os milhares de pagodes.

Segundo o instituto norte-americano de geologia USGS, o epicentro do sismo localizou-se na região de Magway, em Chauk, uma pequena cidade do centro da Birmânia, a cerca de 30 quilómetros de Bagan.

"Um homem de 22 anos morreu no desabamento de uma casa" na localidade de Pakokku, na mesma região, declarou à AFP Han Zan Win, deputado do parlamento regional.

A imprensa birmanesa refere ainda a morte de mais duas pessoas.

O hipocentro (local do foco do sismo) foi a 84 quilómetros de profundidade e o terramoto abalou edifícios em Rangum, a capital económica birmanesa, e foi sentido na capital tailandesa, Banguecoque, mas também em Calcutá, na Índia, e no Bangladesh.

Numa zona industrial dos subúrbios de Dacca, duas dezenas de operários ficaram feridos quando tentavam fugir do edifício em construção onde trabalhavam, indicou a televisão local.

O USGS estimou que o impacto do sismo será "relativamente localizado", mas alertou para a "grande vulnerabilidade" de muitos edifícios na região.

Bagan, com os seus milhares de pagodes budistas construídos entre os séculos X e XIV, é particularmente vulnerável.

A Birmânia espera que o local seja classificado como património mundial da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).