“Renascença teve um papel que devemos sempre relembrar”, diz Carlos Moedas
24-04-2022 - 23:25
 • Cristina Nascimento

Presidente da Câmara de Lisboa inaugurou placa junto às antigas instalações da Renascença, no Chiado, imortalizando o momento, há 48 anos, em que a Emissora Católica Portuguesa emitiu a segunda senha da revolução.

É um dos momentos mais conhecidos do 25 de abril: às 00h20 a Rádio Renascença passava a música “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso.

Não era apenas mais uma música da emissão. Foi a forma de fazer chegar aos militares de todo o país a confirmação que os planos da revolução seguiam de acordo com o previsto.

O momento está agora imortalizado com uma placa colocada no passeio na esquina da Rua Ivens com a Rua Capelo, no Chiado, em Lisboa, junto ao edifício onde, em 1974, estava a sede da Renascença.

“A Renascença teve um papel que devemos sempre relembrar”, disse o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, no momento da inauguração da placa, uma de 25 que compõem o projeto “Lugares de Abril em Lisboa”.

“É imortalizar os sítios que hoje com a evolução da cidade vão mudando, mas aquele que é o sítio físico tem um poder enorme na nossa história, tem o valor de trazer às pessoas, cada vez que passam aqui, olharem e pensarem ‘o que é que aconteceu aqui’”, acrescentou o autarca, defendendo que a história do 25 de abril deve ser sempre contada para que não se vá perdendo com o avanço das gerações.

As placas têm um código QR que remete para o site da Associação 25 de Abril e onde se pode ler mais informações sobre o local em que a placa está localizada.