ChatGPT. Regulador de proteção de dados de Itália abre investigação
31-03-2023 - 14:07
 • Teresa Paula Costa com Reuters

Aplicação de inteligência artificial tem, alegadamente, violado lei de proteção de dados europeia. OpenAI, que construiu a aplicação, tem 20 dias para responder.

A Agência para a Proteção de Dados de Itália abriu uma investigação à utilização de dados privados por parte do ChatGPT e suspendeu provisoriamente a aplicação de utilizar os dados pessoais dos utilizadores italianos.

Segundo a agência Reuters, que cita uma nota do regulador italiano emitida nesta sexta-feira, há suspeita de quebra de segurança da base de dados pessoais por parte da aplicação de inteligência artificial (IA).

A autoridade para a proteção de dados italiana também acusa o ChatGPT, financiado pela Microsoft, de não verificar a idade dos seus utilizadores e denuncia que, na semana passada, o ChatGPT publicou conversas entre utilizadores e informações sobre pagamentos.

Devido às suspeitas, a agência de proteção de dados italiana suspendeu provisoriamente o uso de dados pessoais por parte da aplicação, até que a companhia OpenAI (que construiu a aplicação) respeite a legislação europeia de proteção de dados.

O regulador entende que "não há base legal que justifique a recolha e armazenamento de dados pessoais para “treinar” os algoritmos que estão na base do funcionamento da plataforma”, que se estima tenha chegado aos 100 milhões de utilizadores ativos mensais em janeiro, dois meses depois de ter sido lançada.


Já esta semana, a Europol tinha alertado para o uso indevido do chatbot em tentativas de phishing, desinformação e cybercrime, além de outras questões legais e éticas.

Os pedidos para suspender a ChatGPT e investigar a OpenAI têm crescido tanto no continente americano como europeu, e o próprio Elon Musk e outros especialistas em inteligência artificial têm pedido que parem as atualizações da aplicação.

O representante da OpenAI na Europa tem agora 20 dias para responder como pretende tornar o ChatGPT compatível com as regras europeias de proteção de dados, sob pena de ter de pagar uma coima de 4% da sua receita global.