Rússia regista mais de 1.200 mortes diárias pelo quinto dia consecutivo
14-11-2021 - 11:06
 • Lusa

Os números de óbitos mais elevados foram registados na capital, Moscovo (com 95 mortes), seguida de São Petersburgo (80) e da região de Moscovo (59).

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A Rússia registou este domingo mais de 1.200 mortes por Covid-19, pelo quinto dia consecutivo, numa semana em que o país ultrapassou por três vezes o máximo de óbitos diários desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas morreram na Rússia 1.219 pessoas por Covid-19 e foram registadas 38.823 novas infeções, de acordo com os dados divulgados pela comissão governamental criada para lutar contra a propagação do novo coronavírus.

Os números de óbitos mais elevados foram registados na capital, Moscovo (com 95 mortes), seguida de São Petersburgo (80) e da região de Moscovo (59).

As autoridades russas atribuem a forte subida do número de infeções observada ao longo das últimas semanas essencialmente à baixa taxa de vacinação no país, mas também à agressividade da variante Delta e à falta de cumprimento rigoroso das normas sanitárias, como o distanciamento social, desinfeção frequente das mãos e uso de máscara.

Até esta sexta-feira tinham recebido o esquema de vacinação completo 57.961.578 cidadãos, o que coloca a imunidade de grupo em cerca de 49%, abaixo dos 80% que as autoridades pretendem alcançar.

Perante o agravamento da situação epidémica, o Governo russo enviou ao parlamento um projeto de lei que visa tornar obrigatória a utilização de um passe sanitário nos transportes e em locais públicos.

A iniciativa prevê que sejam dados passes sanitários a pessoas vacinadas, que recuperaram de infeção provocada pelo vírus SARS-CoV-2 ou com teste recente negativo para a Covid-19.

Com 9.070.674 casos, a Rússia é o quinto país do mundo em número de infeções, atrás dos Estados Unidos, Índia, Brasil e Reino Unido.

A Covid-19 provocou mais de cinco milhões de mortes em todo o mundo, entre mais de 251,87 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.