Detida presidente da Câmara de Vila Real de Santo António por suspeita de corrupção
13-04-2021 - 09:59
 • Renascença

Foram detidas outras três pessoas no âmbito da "Operação Triângulo". Em causa está um negócio imobiliário em Monte Gordo.

A presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita, foi detida esta terça-feira pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas do crime de corrupção num negócio de imobiliário em Monte Gordo.

Além da presidente da câmara, no âmbito da “Operação Triângulo” foram detidas mais três pessoas, apurou a Renascença e confirmou a Procuradoria-Geral da República (PGR), em comunicado.

Em causa está a venda de um imóvel a uma empresa, por valores abaixo do mercado, tendo o município sido lesado. Há ainda suspeitas de contrapartidas para a autarca e para um funcionário da câmara, igualmente detido.

Há ainda suspeitas de contrapartidas para a autarca e para um funcionário da câmara, igualmente detido.

Em comunicado, a PGR refere que “em causa estão factos suscetíveis de integrarem a prática dos crimes de corrupção, recebimento indevido de vantagem e abuso de poder.

Avança que foram realizadas cerca de duas dezenas de buscas, “domiciliárias, em estabelecimentos e escritórios de advogados”, bem como a uma instituição bancária.

Estas diligências tiveram lugar na região do Algarve, Lisboa, Leiria e Ourém.

Resultaram na apreensão de “vários documentos, objetos, e, matéria probatória, que irá ser analisada”.

No decurso desta operação “Operação Triângulo”, foram detidas quatro pessoas, “uma delas titular de cargo político”, “um trabalhador da Administração Pública e dois empresários”, adianta o Ministério Público (MP).

“Em investigação estão suspeitas de atuação ilícita de titular de cargo político, que beneficiou da colaboração de funcionários, bem como outros intervenientes, na intermediação de um negócio, de compra de imóvel, propriedade do município, na praia de Monte Gordo”, confirma a nota da PGR.

Os arguidos detidos serão presentes no Tribunal de Instrução Criminal de Évora para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

A operação contou com a colaboração da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, da Diretoria do Centro e Departamento de Investigação Criminal de Leiria da Polícia Judiciária.

[notícia atualizada às 14h39 - com o comunicado da PGR]