Pico e São Miguel já sentem o furacão “Alex”, mas "nada de monta"
Inserido em 15-01-2016 12:07

Pequenas ocorrências não preocupam governo regional, que vira atenções para o caso mais crítico das ilhas de São Jorge e Terceira, por onde passa o olho do furacão.

As ilhas do Pico e de São Miguel foram as primeiras a sofrer as consequências do mau tempo provocado pelo furacão “Alex”. O presidente do governo regional dos Açores indicou à Renascença que as primeiras ocorrências foram registadas no Pico e em São Miguel.

Vasco Cordeiro assegura que se trata de “pequenas derrocadas e algum transbordo de ribeiros em algumas ilhas, nada de monta”. As ocorrências já registadas “têm sido prontamente solucionadas com a intervenção dos bombeiros e dos serviços da administração regional”, garante.

As atenções concentram-se nas ilhas de São Jorge e da Terceira, por onde, às 12h00 locais (13h00 no continente) vai passar o olho do furacão.

“Teremos uma fase mais crítica entre o final da manhã e o princípio da tarde”, aponta o presidente do Governo Regional dos Açores, para quem “é importante transmitir uma nota de tranquilidade”.

Devido ao vento forte, a SATA cancelou dezenas de voos de ligação entre ilhas. Mais de 700 passageiros viram 33 voos, regionais e internacionais, serem reprogramados para o período da tarde. A operação deverá ser retomada por volta das 13h00 açorianas (14h00 no continente).

A Atlânticoline, que faz o transporte marítimo de passageiros e viaturas entre ilhas, cancelou a viagem prevista para esta manhã entre as ilhas do Faial, Pico e São Jorge.

As escolas e serviços públicos estão encerrados nas sete ilhas dos grupos Central e Oriental. Além da chuva forte, as rajadas de vento podem chegar aos 160 quilómetros por hora e as ondas aos 18 metros.

O furacão “Alex” é o primeiro fenómeno meteorológico desta natureza a acontecer no mês de Janeiro em quase 80 anos, de acordo com meteorologistas norte-americanos. Segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, é a primeira vez que um furacão se forma em Janeiro no oceano Atlântico desde 1938.