JMJ Lisboa 2023. Equipas de trabalho "empenhadas em apresentar novas soluções"
02-02-2023 - 13:23
 • Carla Caixinha , Ângela Roque

Encontro para discutir custo do altar-palco da Jornada Mundial da Juventude decorreu em ambiente "positivo". Reuniões técnicas vão prosseguir, o que indica que não se chegou ainda a conclusões.

A Câmara de Lisboa e a Fundação JMJ Lisboa 2023 fazem um balanço "muito positivo" da reunião desta quinta-feira de manhã, na sequência da polémica com os custos da Jornada Mundial da Juventude, nomeadamente do altar-palco que foi entregue por ajuste direto à empresa Mota Engil.

A reunião de trabalho decorreu nos Paços do Concelho, em Lisboa, sem que tenha havido declarações aos jornalistas.

Um dos principais objetivos era ver se seria possível fazer alguns cortes no orçamento do palco-altar, orçamentado no valor de 4,2 milhões de euros, e que vai ser instalado no ParqueTejo, junto ao rio Trancão.

Pela parte da Igreja, D. Américo Aguiar já assumiu a intenção de eliminar do projeto "tudo o que não fôr essencial", para fazer reduzir os custos, mas não foi ainda hoje que se ficou a saber o que poderá ser alterado.

Segundo o comunicado conjunto enviado às redações, este foi mais um encontro "na sequência de muitos outros que têm decorrido desde o final da semana passada", e "as equipas técnicas vão continuar a trabalhar de forma empenhada para que, no mais curto espaço de tempo, seja possível apresentar novas soluções na sequência dos apelos" do autarca Carlos Moedas e do bispo auxiliar de Lisboa, Américo Aguiar.

A Câmara Municipal e a Fundação JMJ 2023 dão nota de que o encontro "decorreu num ambiente muito positivo, construtivo e de grande disponibilidade de todas as partes presentes, na procura de soluções alternativas para o grande desafio que representa a organização da Jornada Mundial da Juventude".

Esta reunião de trabalho, que visou "avaliar opções relacionadas com os locais" do evento, contou com a participação de Carlos Moedas, Américo Aguiar, Filipe Anacoreta Correia (vice-presidente da Câmara), António Lamas (presidente da Sociedade de Reabilitação Urbana de Lisboa), responsáveis da empresa Mota Engil - a quem foi adjudicada a obra -, e elementos das equipas de projeto da CML e Fundação JMJ Lisboa 2023.

Ausente da reunião, como já tinha sido anunciado, esteve José Sá Fernandes, o coordenador de projeto nomeado pelo governo, por não ter responsabilidade direta na construção do altar-palco, embora no final do encontro o assessor do presidente da câmara tenha indicado aos jornalistas que não esteve em análise apenas aquele ponto.

As reuniões técnicas, que poderão prosseguir ainda hoje, não implicam a presença dos protagonistas do encontro desta manhã, mas indicam que não se chegou ainda a conclusões definitivas. A Renascença sabe que a intenção é divulgar as decisões em conferência de imprensa, assim que fôr possível.

A Jornada Mundial da Juventude, considerada o maior acontecimento da Igreja Católica, vai realizar-se este ano em Lisboa, entre os dias 1 e 6 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.

As principais cerimónias da Jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As jornadas nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.