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Academia de Cinema lamenta perda de "referência" António-Pedro Vasconcelos

06 mar, 2024 - 11:20 • Lusa

O cineasta venceu os Prémios Sophia de melhor filme e realização com "Os Gatos Não Têm Vertigens".

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O presidente da Academia Portuguesa de Cinema, Paulo Trancoso, lamentou esta quarta-feira a morte do realizador António-Pedro Vasconcelos, aos 84 anos, dizendo que o cinema português perdeu uma referência e "uma pessoa de lutas cívicas".

"É uma figura marcante da nossa vida, digamos do pós-25 de Abril especialmente, e que marcou muito a área da cultura, do cinema e da escrita. É uma referência, para muitos de nós, que hoje infelizmente nos deixa", disse Paulo Trancoso à agência Lusa.

Em comunicado, a família de António-Pedro Vasconcelos revelou que o realizador morreu "esta noite, a poucos dias de completar 85 anos", que celebraria no domingo, 10 de março.

António-Pedro Vasconcelos, que em 2023 assinalou cinquenta anos desde a estreia do primeiro filme, "Perdido por Cem" (1973), era membro honorário da Academia Portuguesa de Cinema, que lhe atribuiu um prémio de carreira em 2020.

O cineasta foi também reconhecido pelos prémios Sophia, daquela academia, por alguns dos filmes que assinou, nomeadamente, em 2015, quando venceu os Prémios Sophia de melhor filme e realização com "Os Gatos Não Têm Vertigens".

Para Paulo Trancoso, António-Pedro Vasconcelos fez filmes que eram "virados para um público mais vasto", sobretudo depois de "O lugar do morto" (1984), embora não fossem consensuais entre a crítica.

Já os primeiros filmes "Perdido por Cem" e "Oxalá" (1980), "inspirados na Nouvelle Vague", não são muito conhecidos, mas foram muito bem aceites pela crítica", disse.

Transversal a todos os papéis desempenhados no cinema, enquanto realizador, professor e produtor, António-Pedro Vasconcelos foi "uma pessoa muito ativa, era uma pessoa de lutas cívicas muito grandes e em várias áreas", disse.

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