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Cultura

Experience Trindade-Porto. “Queremos ser mais uma referência na cidade"

29 jun, 2023 - 11:41 • Redação

Entrar na maior igreja da cidade do Porto, subir a sua torre sineira e ainda ver o acervo da Ordem Trindade são as propostas feitas pela “Experience Trindade-Porto”, que é inaugurada esta quinta-feira.

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A “Experience Trindade-Porto” é a nova oferta cultural da cidade, oficialmente inaugurada esta quinta-feira pela Ordem Terceira da Santíssima Trindade. A iniciativa inédita permite a abertura de portas da maior igreja do Porto para os visitantes conhecerem a identidade da cidade e ao mesmo tempo o património histórico da Ordem.

“Queremos ser mais uma referência na cidade do Porto”, diz o Diretor Geral da Ordem da Trindade (OT), Paulo Ferreira, à Renascença.

O representante da Ordem considera que esta iniciativa “é uma oferta cultural diferente” na cidade do Porto. “Diferente não no sentido de ser melhor que os outros”, mas antes por “ser um ponto que enriquece o turismo da cidade”, clarifica.

A experiência está dividida em três circuitos de visita: Igreja, Ordem e Full Experience. Cada um deles acompanhado por audioguias disponíveis em cinco línguas diferentes.

O primeiro circuito, da Igreja, apresenta uma cronologia museográfica que contextualiza a Ordem da Trindade desde o século XI até aos dias atuais; focando-se na contextualização da história universal e local.

Apesar “da entrada na igreja ser gratuita; a grande diferença é que com compra do bilhete tem-se acesso aos audioguias e a timeline”, explica Paulo Ferreira.

Por sua vez, o circuito da Ordem permite a subida da torre sineira da igreja, parte do itinerário em relação ao qual “os visitantes mostram mais interesse e curiosidade”, antecipa Paulo Ferreira.

“Muita gente gosta, não só porque tem de subir uma torre com umas escadas muito desniveladas, mas também porque tem uma vista inédita dos terraços e sobre a estrutura que suporta o telhado e a pedra por cima da nave central da igreja.”

Por fim, o circuito Full Experience permite a visita da junção do circuito da Igreja e o da Ordem.

A Igreja já se encontrava aberta em modo de 'soft opening' há mais de um mês, para que se “afinassem” alguns detalhes antes da inauguração oficial, explica o diretor.

“Tencionamos mesmo que seja uma experiência, não apenas uma mera visita. Por isso nem lhe chamamos museu, claramente não é um museu. Porque não é uma visita que habitualmente se faz em museus. Queremos que as pessoas venham e que tenham uma experiência, e que essa experiência seja diferenciadora e positiva.”

Paulo Ferreira declara-se otimista em relação ao futuro do projeto, e confessa que “a receita ou parte dela vai servir para reabilitar o património”. Deste modo, “garantimos que ao longos dos anos vamos mudando aquilo que estamos a mostrar as pessoas”. “O turista que hoje nos visita daqui a dois anos vai ver coisas diferentes”, refere.

No futuro, de acordo com o responsável, existe a ideia de se criar uma sala com “exposições temáticas”.

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