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Tiago Rodrigues pede pacto de regime de investimento na Cultura

27 set, 2022 - 17:36 • Lusa

O dramaturgo português defende mudanças na política cultural, para ajudar as companhias portuguesas.

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O encenador português Tiago Rodrigues apelou esta terça-feira a uma mudança de visão política, um "pacto de regime", de investimento na criação artística, alertando que, "a prazo, vai ser a asfixia total" do setor cultural.

"Estamos tão longe, tão atrasados historicamente, que é preciso uma decisão por um ano, uma legislatura, que a Cultura e as Artes fossem uma prioridade política. O que faz falta - além de animar a malta - é mudar a realidade absolutamente ridícula daquilo que é o investimento do Estado na criação artística. Enquanto a realidade não mudar todas as ótimas ideias vão falhar", afirmou Tiago Rodrigues.

O encenador e dramaturgo português respondia assim a uma pergunta sobre o que falta no teatro em Portugal, numa entrevista em Lisboa, promovida pelo Clube de Jornalistas, em parceria com a agência Lusa e a Escola Superior de Comunicação Social, no âmbito dos 50 anos das comemorações do 25 de Abril e dos 40 anos do clube.

Tiago Rodrigues, diretor do Festival de Avignon, em França, quer que a Cultura "por uma vez seja tratada com um mínimo de dignidade", aumentando o financiamento do que é o serviço público de Cultura.

"A nossa criação artística é de uma excelência absolutamente inesperada para aquilo que são as infraestruturas, a capacidade e a forma como o Estado se comporta junto da criação artística. Da minha experiência comparativa com o resto da Europa, o que nós conseguimos fazer com tão pouco é absolutamente admirável, mas torna-se trágico", disse.

No entender do dramaturgo português, "a prazo vai ser a asfixia total, tem sido uma asfixia lenta, mas ela vai acontecer se não houver uma mudança fundamental", sublinhando que têm sido as companhias independentes a garantir "que há uma política cultural desde 1974".

Questionado sobre o Estatuto dos Profissionais da Cultura, Tiago Rodrigues descreveu-o como "uma iniciativa interessante”, mas que se depara “com uma grande impossibilidade de ser posta em prática".

"Companhias que não têm meios não vão conseguir cumprir a lei a menos que terminem essencialmente enquanto companhias. Podemos acabar com um ótimo estatuto, que gere uma economia que é tão precária que não vai cumprir o estatuto nem os portadores podem beneficiar dos direitos que ele oferece", opinou.

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