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Beja

Arranca festival multicultural inspirado em Al-Mutamid, "o primeiro alentejano"

02 jun, 2022 - 14:46 • Rosário Silva

“Terra Mágica - Al-Mutamid O Primeiro Alentejo” acontece no Teatro Pax Julia, entre 2 e 4 de junho.

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O fadista português Ricardo Ribeiro e o músico espanhol Duquende, um dos nomes grandes do flamenco, abrem, esta quinta-feira, dia 2, a primeira edição do Festival “Terra Mágica - Al-Mutamid, O Primeiro Alentejano”.

O Teatro Municipal Pax Julia, recebe a partir das 21h30, o espetáculo “Tanta Monta, Monta Tanto”, produzido em residência artística e que tem estreia mundial na capital do baixo Alentejo.

“Vão cruzar-se o talento de Ricardo Ribeiro e a autêntica ‘gitanería’ de Duquende, dois mestres dos seus géneros, que se abraçam para maior glória, encontrando-se nas diferenças e investigando as afinidades”, refere Faustino Nuñez, diretor musical deste espetáculo, citado numa nota enviada à Renascença.

O festival prossegue na sexta-feira com “Reverso”, uma peça de bailado flamenco contemporâneo criada pela companhia fundada e dirigida por Macarena López.

No sábado, dia 4 de junho, está agendada a atuação de Maâlem Omar Hayat, músico marroquino “dotado de um estilo próprio, influenciado por diversos géneros musicais com ênfase no ‘reggae’”.

Hayat conquistou um público fiel, refere a organização, “no palco da música ‘gnaoua’ e da ‘world music’ em Essaouira, assim como em outros festivais nacionais e internacionais”.

O programa integra também a realização de uma “streaming performance” denominada “Telluric Beja”, dia 3, a partir das 19h00, com HD Substance, Catalina Lucrécia e Carlos Mil Homens.

No dia 4, entre as 19h00 e a 01h00, o jardim público da cidade será palco de “Techomágica”, espetáculo de música eletrónica com Ricardo Guerra, Parallax, HD Substance e Midinoize.

O certame pretende constituir-se como “um festival multicultural inspirado na figura de Al-Mutamid (1040-1095), o rei poeta, nascido em Beja, governador de Silves e último dos reis abádidas que governaram a taifa de Sevilha, feito prisioneiro e desterrado para a cidade marroquina de Agmat, onde desenvolveu boa parte da sua criação poética e onde viria a falecer”.

O evento é promovido pela ALD Produções, Zález Artist Collect, Turismo do Alentejo e Ribatejo, Câmara Municipal de Beja, contando com o apoio do Turismo de Portugal.

Para Vítor Silva, presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, a expectativa é que se trate de um “evento de grande qualidade artística, mas sempre com a perspetiva de ligação entre culturas”, daí a aposta “no cante alentejano, no fado, na música tradicional marroquina e no flamenco, nas vertentes cantada e dançada”.

“É um evento que gostaríamos de prolongar no tempo, envolvendo o Alentejo, a Andaluzia e a Extremadura espanhola e, claro, também Marrocos”, acrescenta o responsável pelo Turismo do Alentejo e Ribatejo, acentuando a mensagem implícita do festival: “É uma mensagem de multiculturalidade, de estabelecer pontes entre religiões e entre culturas diferentes”.

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