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Petição alerta para alegada burla de youtubers portugueses

03 mar, 2021 - 16:51 • Hélio Carvalho

Youtubers terão promovido negócios ilícitos nos seus canais. Em 2019, a Renascença já tinha alertado para a promoção de sites de apostas ilegais.

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Uma petição criada esta quarta-feira pede que a Polícia Judiciária e o Supremo Tribunal de Justiça investiguem alegadas burlas por parte de youtubers portugueses. Segundo os subscritores, os criadores de conteúdo criaram “esquemas ou pseudo-negócios altamente aliciantes”, que permitem um “enriquecimento desonesto destes burlões à custa de perdas enormes por parte das pessoas burladas”.

No centro destas queixas está uma recente “moda” está a venda de cursos de investimento em ações, criptomoedas, apostas desportivas, por centenas de euros.

No entanto, o conteúdo destes cursos caros, promovidos de forma aliciante por youtubers com milhares de subscritores nas suas páginas, era muitas vezes baseado em conteúdo da Wikipédia – um conhecido site com informações gerais sobre vários assuntos, mas cuja informação é gratuita e pode ser alterada por qualquer utilizador. No final, os influenciadores mostram o enriquecimento fácil e rápido.

"Estes burlões promovem a perda de dinheiro a pessoas e principalmente a jovens menores de idade", refere a petição. Alguns destes cursos chegam aos 400 euros.

Já em 2019, uma investigação da Renascença alertava para uma situação semelhante, em que youtubers portugueses promoviam sites ilegais de apostas online sem licença, sites esses que patrocinavam os vídeos de promoção.

A petição, aliás, alerta que esta promoção de sites de apostas, que é punível com pena até cinco anos de prisão, continua a ser uma fonte de receitas para os youtubers.

O abaixo-assinado conta, à data deste artigo, com mais de nove mil assinaturas. A petição ganhou destaque depois de alguns youtubers, como RedLive13 e MedHug, terem alertado em vídeos seus para estas alegadas burlas. Num dos vídeos, o youtuber RedLive13 demonstrou como um dos maiores youtubers portugueses, Diogo Figueiras (conhecido como Windoh), criou o seu site e como fez “copypaste da Wikipédia”.

Windoh respondeu às acusações, afirmando que o seu papel nestes cursos são “rumores” e “blasfémias”. "Não é correto o que andam a dizer. Deixem-me de associar a esquemas, porque nunca os fiz", disse, antes de prometer que iria reembolsar os que se inscreveram no seu curso.

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  • henrique
    05 mar, 2021 Paços de Ferreira 08:24
    windoh dev emelhorare eee

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