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“Uma das grandes referências da cultura portuguesa”. Oliveira Martins destaca “excepcional trabalho” de Frederico Lourenço

09 dez, 2016 - 15:19 • Maria João Costa

O escritor Frederico Lourenço venceu a edição de 2016 do Prémio Pessoa, que distingue uma personalidade com intervenção relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país.

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Guilherme d’Oliveira Martins saúda a escolha do ensaísta Frederico Lourenço como Prémio Pessoa deste ano, descrevendo-o como “uma das grandes referências da cultura portuguesa”.

“O Frederico Lourenço é, indiscutivelmente, uma das grandes referências da cultura portuguesa, sobretudo pela sua ligação à cultura clássica e a um excepcional trabalho de tradução. É um humanista”, disse à Renascença o actual administrador da Fundação Gulbenkian.

“Lembrei-me, a propósito da acção como tradutor e da qualidade de tradução do Frederico Lourenço, de outro grande tradutor: Vasco Graça Moura a propósito da Divina Comedia. E se faço o paralelo, é porque este reconhecimento é um reconhecimento da própria vitalidade da língua portuguesa na relação com as línguas matriciais”, acrescenta Oliveira Martins.

O escritor e filólogo Frederico Lourenço venceu a edição de 2016 do Prémio Pessoa, que distingue uma personalidade com intervenção relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país, foi esta sexta anunciado pelo júri, em Sintra.

Frederico Lourenço, professor universitário, conhecedor das literaturas clássicas, tradutor de Homero, publicou este ano o primeiro volume da nova tradução da Bíblia Grega, "Septuaginta".

O primeiro volume da nova tradução da Bíblia Grega, "Septuaginta”, de Frederico Lourenço, foi lançado em Setembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, pelo padre e poeta José Tolentino Mendonça, o escritor Pedro Mexia e o catedrático Miguel Tamen.

Este é o primeiro volume de uma série de seis, que totaliza a "Septuaginta” ou “Bíblia dos Setenta”, e inclui os quatro Evangelhos canónicos, de Mateus, Marcos, Lucas e João.

O Prémio Pessoa, que distingue há 30 edições uma personalidade de nacionalidade portuguesa, no valor de 60 mil euros, é uma iniciativa anual do jornal Expresso, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos.

O júri foi constituído por Francisco Pinto Balsemão (presidente), António Domingues (vice-presidente), António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, José Luís Porfírio, Maria Manuel Mota, Maria de Sousa, Mário Soares, Pedro Norton, Rui Magalhães Baião, Rui Vieira Nery e Viriato Soromenho-Marques.

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