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Dehonianos disponibilizam email para receber denúncias de abusos em Portugal

03 out, 2022 - 11:39 • Olímpia Mairos

Sacerdotes do Coração de Jesus reiteram o seu “compromisso de proteger os menores e outras pessoas vulneráveis, dispondo-se a colaborar com a justiça, em âmbito civil e canónico, sempre a favor da verdade e da justiça”.

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A Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) acaba de disponibilizar um endereço de correio eletrónico “para favorecer a denúncia de eventuais casos de abuso de menores e pessoas vulneráveis nas instituições” da congregação em Portugal, que poderão ser remetidas para escutarecuidar@dehonianos.org.

O anúncio deste recurso é feito em comunicado publicado, na página da Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) na internet, e surge depois da divulgação, pelo jornal Público, de que “D. José Ornelas, bispo de Leiria-Fátima e antigo Superior Geral dos Sacerdotes do Coração de Jesus, teria encoberto eventuais casos de abuso de menores em instituições ligadas aos Dehonianos, em Moçambique, no ano de 2011; o mesmo artigo refere também ‘crimes ocorridos em Portugal’”.

“Os Dehonianos em Portugal, tal como D. José Ornelas e toda a Igreja Católica no nosso país, reiteram o seu compromisso de proteger os menores e outras pessoas vulneráveis, dispondo-se a colaborar com a justiça, em âmbito civil e canónico, sempre a favor da verdade e da justiça”, lê-se no comunicado.

No documento, os Sacerdotes do Coração de Jesus manifestam solidariedade a D. José Ornelas, “agradecendo todo o serviço prestado à Congregação ao longo de 50 anos de consagração religiosa, muitos deles desempenhando o sensível serviço de autoridade, com lealdade e competência”.

“A Província Portuguesa revê-se nas declarações deste responsável da Igreja em Portugal, reportadas pelo citado jornal, bem como nas atitudes bem manifestas no Comunicado emitido pela Conferência Episcopal Portuguesa neste mesmo dia. Mantemos total confiança neste responsável da Igreja em Portugal”, acrescenta o documento.

A congregação informa ainda que “a presença dehoniana em Moçambique está constituída como Província, dotada dos seus próprios órgãos de governo, desde 1998, de modo que o Superior Provincial de Portugal não tem competência para assuntos relacionados com os Dehonianos naquele país”.

A Presidência da República confirmou, no passado sábado, à Renascença que recebeu uma denúncia visando D. José Ornelas. De acordo com jornal "Público", o bispo de Leiria-Fátima e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) está a ser investigado pelo Ministério Público por alegada “comparticipação em encobrimento” de casos de abusos sexuais.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas, manifestou o seu “compromisso de total colaboração” na investigação de quaisquer denúncias de abusos sexuais.

Em comunicado divulgado no passado sábado “[O presidente da CEP] reafirmou o seu compromisso de total colaboração para que, quer na Igreja, quer na sociedade civil, todo e qualquer abuso de menores seja investigado e que se tomem todas as medidas necessárias para que estas situações dramáticas sejam clarificadas”.

A nota surgiu após o jornal "Público" ter informado que D. José Ornelas estaria a ser investigado pelo Ministério Público por alegada “comparticipação em encobrimento” de casos de abusos sexuais.

A CEP sublinha que a situação em causa remonta a 2011, quando o atual bispo de Leiria-Fátima era superior geral dos Dehonianos, relativamente a “possíveis abusos cometidos no Centro Polivalente Padre Leão Dehon, na cidade de Gurué, em Moçambique”.

Segundo a nota, o responsável deu então “indicações para que estas suspeitas fossem investigadas pelas competentes autoridades locais da Congregação, as quais não encontraram nenhuma evidência de possíveis abusos”.

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