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Governo da Argélia manda encerrar atividades da Cáritas no país

29 set, 2022 - 10:39 • Olímpia Mairos

Em comunicado, a Igreja Católica diz que vai, “naturalmente, permanecer fiel à sua missão caritativa ao serviço da fraternidade”, em união “com todos os homens de boa vontade”.

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O Governo da Argélia ordenou o encerramento, de forma completa e definitiva, de todas as atividades da Cáritas naquele país, já a partir de sábado, dia 1 de outubro.

Embora não tenham sido dadas explicações detalhadas à Igreja Católica sobre os motivos que levaram à decisão, segundo a Agência Fides, que cita fontes do país, a Cáritas foi submetida a medidas restritivas por ser considerada uma organização não governamental estrangeira e neste contexto foi abrangida pela política geral que tem vindo a ser aplicada às ONG’s não argelinas.

Presente na Argélia desde junho de 1962, país onde a esmagadora maioria da população é muçulmana [cerca de 97%], a instituição da Igreja Católica desenvolvia o seu trabalho assistencial junto dos setores mais vulneráveis da sociedade, como é o caso dos migrantes.

Num comunicado, em que se anuncia a decisão governamental de encerramento das atividades da Cáritas, citado pela Fundação AIS, a Igreja Católica diz que vai, “naturalmente, permanecer fiel à sua missão caritativa ao serviço da fraternidade”, em união “com todos os homens de boa vontade”.

No documento, assinado pelo arcebispo emérito de Argel e presidente da Associação Diocesana da Argélia, D. Paul Desfarges, a Igreja agradece a todas as pessoas que “contribuíram ao longo dos anos, e de diversas formas, para fazer viver esta obra ao serviço dos mais vulneráveis e do povo argelino”.

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